A aposta de Mobocity, ex-chefe da Aliexpress, em live trading | iniciantes

Vender um foguete de US$ 5,6 milhões online, atrair compradores para 288 apartamentos em sete minutos ou vender 3.000 telefones Xiaomi em menos de uma hora são algumas das conquistas da transmissão ao vivo, vendas ao vivo pela Internet, feitas por influenciadores, vendedores profissionais ou amadores. O modelo, que não existia há cinco anos, já responde por 20% da receita do e-commerce da China – e explica porque Yan Di decidiu deixar o comando da gigante Aliexpress no Brasil para se dedicar a esse mercado.

“O influenciador número um da China fatura mais de US$ 3 bilhões em um ano. Isso é um quarto da receita de todo o Mercado Livre”, compara Yan Di, apontando para Vyia, a rainha das vendas, que mora nas redes Taobao e Weibo. “A negociação ao vivo está apenas começando no Brasil e nos mercados europeu e americano.”

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Para criar a Mobocity, uma plataforma especializada em comércio ao vivo, Di se uniu a Zhang Zhen, fundador da Influu. A agência de marketing de influenciadores se torna base para novos negócios e já viabiliza atuação em mercados internacionais

Yan Di e Zhang Zhen, fundadores da Mobocity: apostando nas taxas de conversão na negociação ao vivo — Foto: Divulgação

“No ano passado, o TikTok ultrapassou o Google como o maior tráfego de internet do mundo, e o live commerce já é o maior tipo de conteúdo rodando nessa rede social na China”, diz o CEO. Apesar do domínio do TikTok, o empresário acredita que esse mercado tenderá a se tornar mais fragmentado. É por isso que a Mobocity conta com o Live Hub, uma tecnologia que permite múltiplas sessões com engajamento em tempo real para diferentes redes sociais. “A marca quer ser onipresente”, diz ele.

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De acordo com a Mobocity, a taxa média de conversão de vendas de texto e foto na China é de 0,5% por 100 pessoas, subindo para 1,5% com vídeos curtos finalizados e 4,3% com vida. “Isso também contribui para a renda de quem vende. Ser influenciador costumava ser chique no Brasil, mas hoje você não ganha nem um salário mínimo e a explicação é a monetização no modelo de conteúdo patrocinado”, avalia.

Os parceiros argumentam que essa não é uma moda pandêmica que deve perder força à medida que as novas gerações passam muito mais tempo em aplicativos de vídeo do que em texto e imagens – estabelecendo um novo padrão de consumo.

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A empresa é administrada com capital próprio, mas quer realizar uma rodada com investidores institucionais ainda este ano. O Ebitda é positivo, garante o parceiro, mas ganhar visibilidade e contratar talentos pode exigir um novo impulso financeiro.

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