A relação do religioso com o governo remonta à nomeação de Milton Ribeiro

Os pastores evangélicos Gilmar Silva dos Santos e Arilton Moura Correia tiveram acesso privilegiado ao governo de Jair Bolsonaro. Sem cargo no aparelho público, passaram a atuar como agentes informais de acesso ao Ministério da Educação (MEC), chefiado pelo presbiteriano Rev. Milton Ribeiro, e aos recursos multibilionários do ministério, parte dos quais está no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), um feudo do Centão com forte influência política evangélica.

Gilmar dos Santos é líder do Ministério Cristo para Todos, braço da Assembleia de Deus com sede em Goiânia. O ministro já pregou no templo durante um serviço chamado Comunhão Comum. Sua igreja é pequena em comparação com outros ramos da Assembleia de Deus com atividades nacionais. Além de Goiás, está presente em estados como Maranhão, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Gilmar dos Santos diz que é pastor há mais de 40 anos.

BRAÇO DIREITO

Gilmar dos Santos, que também é Presidente do Congresso Nacional de Igrejas e Ministro das Assembleias de Deus no Brasil Cristo para Todos, tem Arilton Moura como seu braço direito, que atua como assessor de assuntos políticos da unidade. Moura é apresentado em documentos oficiais do governo com o cargo de secretário nacional da entidade. Em 2020 foi nomeado para um cargo de confiança na liderança do MDB na Câmara dos Deputados por um mês. Dois anos antes, ocupava o cargo de Secretário Extraordinário de Integração das Ações Comunitárias no governo de Simão Jatene, no Pará. E foi presidente do antigo PHS, agora Podemos, no país.

Santos ganhou fama no meio evangélico como pregador conhecido por frequentar várias igrejas além do “ambiente congregacional”. Apesar de sua amizade pública e abordagem diferenciada com o ministro Milton Ribeiro, sua associação com o governo Bolsonaro é anterior à chegada de Ribeiro à Esplanada dos Ministérios.

Em 2019, eles foram recebidos duas vezes pelo presidente Jair Bolsonaro, uma vez com o general Luiz Eduardo Ramos, que vem da Igreja Batista e era então ministro da Secretaria de Governo. Para a ocasião, uma comitiva religiosa foi recebida em uma das salas cerimoniais do Palácio do Planalto. Em 2020 mais uma audiência no Presidente da República. O vice-presidente Hamilton Mourão também os recebeu.

AMIGOS

Segundo integrantes do Banco Evangélico, quem abriu as portas do governo para a dupla foi o deputado João Campos (Republicano-GO), pastor da Assembleia de Culto de Vila Nova ligada à Convenção de Madureira.

O MP participou de reuniões com os dois pastores no gabinete do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, presidente do Centrão e dos progressistas. O ministro da Cidadania, João Roma, também dos republicanos, disse que eram amigos. A informação é do jornal. O estado de São Paulo.




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