Andréia Sadi critica discurso de gravidez de ministra de Bolsonaro

A mãe dos gêmeos João e Pedro, Andréia Sadi, criticou a fala de Adolfo Sachsida, novo ministro de Minas e Energia do governo de Jair Bolsonaro. Segundo informação divulgada esta quinta-feira, 12 de abril, o político tinha dito que as mulheres recebem menos que os homens porque engravidam e “há mais tempo para ir ao médico”.

Andréia Sadi critica discurso de gravidez de ministra de Bolsonaro

Crédito: Reprodução/TV GloboAndréia Sadi critica discurso de gravidez de ministra de Bolsonaro

“Desde ontem venho pensando sem parar nas palavras da nova Ministra de Minas e Energia sobre maternidade e trabalho. Além do profundo desconhecimento sobre o que é o Brasil – mulheres trabalhando, criando e sustentando suas famílias e, chocantemente, engravidando – é totalmente desrespeitoso dizer que uma mulher grávida “perde” trabalho porque tem que ir ao médico e que é ‘criminoso’ dar seis meses de licença, ela nunca é promovida”, começou Andréia.

Compartilhando fotos de sua gravidez, ela continuou: “A defesa da perda dos direitos das mulheres é chocante, além do fato de que ela não tem ideia do que uma mulher é capaz de fazer no trabalho carregando uma (duas no meu caso) vida. Essa sou eu, grávida, trabalhando até a véspera dos meninos. Claro, isso só foi possível no começo porque me senti bem e a saúde dela veio em primeiro lugar.”

“Mas claro, porque meu trabalho, por conta da pandemia, me deu toda estrutura e condições para trabalhar de casa, não só para montar um cenário para os comentários nos jornais, mas também para programar meu programa, Em Foco. , na GloboNews, que pesquisou os principais políticos e candidatos nas eleições de 2020, além de candidatos ao comando do Congresso, todos do Home Office”, continuou.

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“Engravidei, fiz reportagem exclusiva para o Fantástico e terminei de gravar [locução das reportagens] Do armário da maternidade saí todos os dias com o ventilador, ar condicionado e gelo no pé da grávida, estava com tanto calor que me sentia grávida. Mas eu nunca, nunca, nunca parei de fazer nada. Só ‘falta’ quando tenho que ir ao ultrassom”, disse.

A apresentadora da GloboNews relembrou a rede de apoio que teve durante toda a gravidez e retorno ao trabalho. “Quando voltei a trabalhar, ainda insegura depois do feriado, voltei 10 vezes mais energizada, fui muito mais produtiva com a maternidade e fiquei com medo de ter ganhado prêmios em um ano que trabalhei até abril. de férias! Como se não bastasse, levei um choque agora, com o convite para o Estúdio i. Tudo isso depois de ‘stop’, desculpe. Não menos direitos. A luta é para ampliar direitos, não para recuar com ignorância e machismo”, concluiu.

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