Andreia Sadi, mãe de dois filhos, detona discurso do ministro de Bolsonaro sobre gravidez

A mãe dos gêmeos João e Pedro, Andréia Sadi, criticou a posição de Adolfo Sachsida, novo ministro de Minas e Energia do presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações de quinta-feira (12), o político havia dito que as mulheres ganham menos que os homens porque engravidam e “têm que ir mais ao médico”. “Acinte”, definiu o jornalista.

“Desde ontem venho pensando sem parar nos discursos da nova Ministra de Minas e Energia sobre maternidade e trabalho. Além da profunda falta de conhecimento de como é o Brasil – mulheres trabalhando, criando e sustentando suas famílias e, surpreendentemente, concebendo – é um insulto absoluto dizer que uma mulher grávida ‘falta ao trabalho’ ‘Porque ela vai o médico e que é ‘criminoso’ dar seis meses de férias para que ela nunca seja promovida”, começou Andréia em postagem no Instagram nesta sexta-feira, 13 de abril.

Na rede social, a nova apresentadora do Estúdio i (GloboNews) compartilhou fotos de sua gravidez e continuou: “Chocante a defesa da perda dos direitos das mulheres, além de não ter noção do que é capaz uma mulher no trabalho que é grávida é uma (no meu caso duas) vidas. Essa sou eu, grávida, trabalhando até o dia anterior ao nascimento dos meninos. Claro, isso só foi possível porque me senti bem e a saúde dela veio em primeiro lugar.”

“Mas claro, porque meu trabalho, por conta da pandemia, me deu toda estrutura e condições para trabalhar de casa, não só para montar um cenário para os comentários nos jornais, mas também para programar meu programa, Em Foco. , na GloboNews, que pesquisou os principais políticos e candidatos nas eleições de 2020, além de candidatos ao comando do Congresso, todos do Home Office”, continuou.

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“Engravidei, fiz reportagem exclusiva para a gravação do Fantástico [locução das reportagens] Do armário da maternidade saí todos os dias com o ventilador, ar condicionado e gelo no pé da grávida, estava com tanto calor que me sentia grávida. Mas eu nunca, nunca deixei de fazer nada. Só ‘falta’ quando tive que ir ao ultrassom”, afirmou.

A âncora do telejornal relembrou a rede de apoio que teve durante a gravidez e o retorno ao trabalho. “Quando voltei a trabalhar, ainda insegura depois do feriado, voltei 10 vezes mais energizada, fui muito mais produtiva com a maternidade e morria de medo de ganhar prêmios em um ano que trabalhei até abril e o resto, Eu estava de férias! Como se não bastasse, levei um choque agora, com o convite para o Estúdio i. Tudo isso depois do ‘stop’, vá, sem direitos a menos. A luta é para ampliar direitos, não para voltar atrás com ignorância e machismo”, concluiu.

Segundo informações publicadas em coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, Sachsida classificou a licença-maternidade de seis meses como “criminosa contra a mulher”. “Dar seis semanas de licença maternidade a uma mulher é como ir até um empresário e dizer: ‘Não promova uma mulher porque se ela engravidar, ela ficará seis meses fora da empresa'”, disse o ministro. disse em um vídeo de entrevista postado no YouTube.

Confira o post de Andreia Sadi:

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