antes de Richarlyson, outros brasileiros já se declararam LGBTQIAP+; lembrar

O ex-jogador da seleção paulista e brasileira Richarlyson revelou pela primeira vez nesta sexta-feira que é bissexual em entrevista ao podcast No Armário dos Vestiários. Atletas do sexo feminino que afirmam fazer parte da comunidade LGBQTIA+ não é novidade: em 1981, a tenista Billie Jean King se tornou a primeira atleta na história do esporte feminino a se identificar como lésbica. Em 1990, o inglês John Fashanu afirmou em uma entrevista que era gay, o primeiro no futebol a reivindicar a homossexualidade.

Segundo levantamento da revista OutSports, 163 atletas se declararam LGBQTIA+ nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2021, um recorde para todas as edições dos Jogos. No Brasil, há um número crescente de atletas, principalmente mulheres, que são abertos sobre sua sexualidade: lembre-se de alguns deles.

Richarlyson se assume bissexual pela primeira vez: ‘Quero ver se realmente melhora’

Marta – Futebol

A artilheira do Brasil com a camisa da Copa do Mundo nunca deu uma entrevista em que falasse sobre sua sexualidade, mas faz questão de destacar seu relacionamento com as mulheres. No ano passado, ele anunciou seu noivado com o companheiro de equipe do Orlando Pride, Toni Deion Pressley, e em Tóquio ele dedicou um gol ao zagueiro. Na comemoração, ela fez um “T” com os braços e confirmou na entrevista pós-jogo que o gesto foi uma homenagem a Toni.

Douglas Souza – Voleibol

O ponteiro da seleção brasileira de vôlei também ganhou fama em Tóquio e desde então levantou a bandeira dos direitos LGBQTIA+ em várias ocasiões. Em maio, ele disse que um de seus objetivos era quebrar tabus e preconceitos. “É algo que faço por mim mesmo, mas também pensando naqueles que precisam desse apoio, desse impulso e desse porto seguro porque estão sofrendo de ansiedade. Neste dia quero lembrar a todos que somos livres para ser quem somos. É uma luta árdua e longa, mas juntos podemos quebrar essas barreiras”, escreveu.

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Ana Marcela Cunha – Maratona das Águas

A atual campeã olímpica da maratona aquática também fala abertamente sobre sua sexualidade. Depois de conquistar a medalha de ouro em Tóquio, ela não só dedicou a conquista aos pais e ao clube onde treina, como também prestou homenagem ao amigo. Em uma campanha no mês passado, a nadadora formulou suas diretrizes como atleta lésbica:

“Devemos ter voz. O que buscamos é respeito e compreensão pelas pessoas. Queremos igualdade e nada é mais justo do que lutar por isso para nossa felicidade”, disse.

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Diego Hipólito – ginástica artística

Em 2019, Diego Hipólito falou sobre sua sexualidade pela primeira vez em uma entrevista. Ele revelou que era sobre como sua família reagiria à notícia.

“Quero que as pessoas saibam que sou gay e que não tenho vergonha disso. E não é porque eu sou o que as outras pessoas querem ser. Isso não tem nada a ver. Eu vivi pensando em como os outros me julgariam por muitos anos”, explicou ele.

Christiane – futebol

O número 11 de Santos tem um filho de um ano, Bento, com a advogada Ana Paula Garcia. A dupla já realizou dois casamentos, um antes e outro depois do nascimento do bebê, e também usou as redes sociais para compartilhar o processo de fertilização pelo qual passaram para conceber a criança. O anúncio da gravidez também veio nas redes sociais, com Cristiane postando uma foto de um ultrassom e um par de sapatinhos de bebê com as palavras “Bebê 11”.

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Carol Gattaz – Voleibol

No vôlei feminino, Carol Gattaz é uma das pioneiras a reivindicar um relacionamento com outra mulher. A medalhista olímpica já havia mencionado seu relacionamento com a então companheira de equipe Ariele Ferreira desde 2015.

— No começo foi muito difícil para nós sairmos, e ainda vemos muito isso hoje. É uma luta diária, essa luta para se expor, sabemos que não é fácil, mas escolhi para a minha vida porque acho muito importante”, disse Gattaz em um evento ao vivo sobre diversidade no ano passado. — A partir do momento em que declarei que tinha relações com mulheres, foi um divisor de águas na minha vida. Foi a melhor coisa que eu já fiz. As pessoas começam a te respeitar e você acaba sendo mais honesto em suas decisões.

Rafaela Silva – Judô

Um dos destaques das Olimpíadas Rio 2016, Rafaela Silva conquistou um ouro histórico para o Brasil, o primeiro da competição a ser realizado em casa. A judoca lésbica sempre priorizou tornar seus relacionamentos públicos.

“Só porque sou negra ou lésbica não significa que sou pior ou melhor do que qualquer outra pessoa. É o mesmo que gostar de chocolate branco ou gostar de chocolate amargo. Todos são iguais”, disse ela em entrevista no ano em que se tornou campeã mundial.

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O número é menor para os homens.

Em comparação com atletas do sexo feminino que se apresentam como membros da comunidade LGBQTIAP+, há muito menos homens fazendo o mesmo. Atualmente, os únicos jogadores ativos que afirmam ser gays são o inglês de 17 anos Jake Daniels, que joga pelo Blackpool; e o australiano Josh Cavallo, meio-campista do Adelaide United.

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Um dos nomes mais proeminentes fora do Brasil é Tom Daley, o campeão inglês de mergulho, que falou abertamente sobre sua sexualidade em um vídeo no YouTube em 2013. Atualmente, Tom está casado com uma roteirista americana com quem tem um filho de 3 anos. No Brasil, quem recentemente revelou seu relacionamento com um homem foi o ex-jogador do NBB Jefferson Campos. No dia 12, o guarda postou fotos com o amigo nas redes sociais.





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