Anvisa aprova novo medicamento da Pfizer para câncer de mama

O medicamento contra o câncer oral tem como alvo a mutação no gene BRCA, que geralmente afeta pacientes com mais de 40 anos

Por Elias Bielasky Liberado 14/05/2022

Medicamento contra o câncer de mama aprovado
Medicamento contra o câncer de mama aprovado

Uma nova opção de tratamento estará disponível no Brasil para pacientes com câncer de mama HER2-negativo com mutação hereditária no gene BRCA1/2. Um novo medicamento acaba de ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Talzenna (talazoparib) é indicado para doenças que já se espalharam para outras partes do corpo, incluindo ossos, fígado, pulmões ou cérebro (localmente avançadas ou metastáticas) e foram inicialmente tratadas com quimioterapia.

A adição dessa droga oral, tomada uma vez ao dia, pode aumentar o tempo de controle desse câncer, diminuindo o tumor ou retardando sua progressão, mantendo assim a qualidade de vida dos pacientes.

“A aprovação do Talzenna é o exemplo mais recente de nossa abordagem bem-sucedida à medicina de precisão”, disse Adriana Ribeiro, Diretora Médica da Pfizer Brasil. Este importante marco, acrescenta, baseia-se no legado da Pfizer de desenvolver tratamentos que melhoram a vida das pessoas. “Temos o prazer de fortalecer o arsenal terapêutico com um medicamento para pacientes no Brasil, que muitas vezes são diagnosticados com esse tipo de câncer em idade jovem e têm opções limitadas de tratamento além da quimioterapia”.

Quando o DNA de uma célula é danificado, as proteínas BRCA trabalham com outras para reparar o defeito. Se as células tiverem uma mutação no gene BRCA, nenhuma correção ocorre – e isso às vezes pode levar a certos tipos de câncer, como câncer de mama.

Nesse caso, como as células cancerígenas têm proteínas BRCA defeituosas, elas dependem de outras proteínas de reparo do DNA chamadas PARPs para manter o câncer vivo. Talazoparib é um medicamento que pertence a uma classe de medicamentos também conhecidos como inibidores de PARP.

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Defeito pode ser identificado em testes genéticos

Os genes BRCA1 e/ou BRCA2 mutados podem ser passados ​​de uma geração para outra, explicando a existência de famílias multigeracionais com histórico de câncer de mama.

A mutação pode ser detectada por meio de testes genéticos, que são projetados para identificar precocemente as pessoas mais suscetíveis ao câncer e encaminhá-las para o acompanhamento adequado por um médico que avaliará a necessidade de intervenção médica.

Estudos epidemiológicos indicam que pacientes com câncer de mama com mutações nos genes BRCA 1 e BRCA 2 são diagnosticadas em idade mais precoce em comparação com a população geral de câncer de mama, ou seja, entre 30 e 40 anos e 40 e 50 anos, respectivamente.

No entanto, a mutação não é muito comum, ocorrendo em apenas cerca de 0,1% da população. Apesar disso, os genes mutantes BRCA1 e BRCA2, se presentes, aumentam o risco de câncer de mama de 50% para 85%8.

Eles também estão associados a uma maior probabilidade de um segundo diagnóstico da doença, o que significa que mulheres com mutações BRCA1 e BRCA2 têm alto risco de desenvolver um novo câncer de mama, mesmo que já tenham se curado de outro8.

Homens que carregam o gene BRCA1 ou BRCA2 mutado também têm um risco aumentado de aproximadamente 10%, mas reduzido de câncer de mama. Por outro lado, essas pessoas têm até cinco vezes mais chances de desenvolver câncer de próstata.


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