Aprovado ou baque da pandemia, PIB do Brasil volta ao velho ‘padrão’ de crescimento lento | Economia

Ouvidos economistas do cabelo g1 Ressaltamos que a recuperação ocorreu de forma desigual entre os setores e voltou a muito tempo: na ausência de um “motor” para continuar crescendo.

É um panorama muito parecido com a saída da recessão de 2015 e 2016. Entre 2017 e 2019, o país cresceu pouco mais de 1% ano a ano. Antes da pandemia, portanto, o debate sobre o crescimento econômico no país estava marcado justamente pela dificuldade de progredir.

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Evolução anual do PIB no Brasil — Foto: Economia g1

Agora, uma pesquisa do Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas, confirma que o O PIB fez exatamente o movimento de retorno aos patamares pré-pandêmicos para uma nova estagnação.

“Não há enigma para o baixo crescimento no Brasil: estamos crescendo pouco porque a produtividade da economia não está crescendo”, diz Silvia Matos, economista do Ibre/FGV e coordenadora do Monitor do PIB.

“Além de baixa escolaridade e infraestrutura precária, ou ambiente de negócios disfuncional, ou que dificulta a expansão de empresas produtivas, e benefícios que não existem”Explique.

O último boletim Focus, uma pesquisa semanal do Banco Central com economistas do mercado financeiro, mostra que a expectativa de crescimento do PIB em 2022 é de apenas 0,3%. Mas uma parcela dos bancos e casas de análise ainda está mais pessimista e esperamos um leve restante no final do ano.

Tudo por conta dessa herança nova crise, que é uma grande aposta nos juros para combater o início inflacionário do ano passado.

“Esperamos um PIB negativo em 2022 porque juro que terá um impacto muito alto na demanda agregada. Reduza o consumo ou o investimento, que são motores de crescimento”, diz Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco.

O banco foi até a primeira grande instituição verificar os números deste ano para o campo negativo e o projeto 0,5% restantes.

Economista falha em expectativas para a economia em 2022

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Barbosa explica que, apesar das “influências positivas” na atividade econômica, como a alta do preço das commodities que o país exporta, a desvalorização do real durante a pandemia elevou ainda mais a inflação.

IPCA-15: reajuste das mensalidades escolares pesa, e antes da inflação é de 0,99% em fevereiro, com taxas mais altas para ou meses desde 2016

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OU g1 Mostrou em dezembro que a acentuação da crise nas contas públicas, a frustração das expectativas de crescimento do país, uma instabilidade política contínua em Brasília e a gestão confusa da pandemia fizeram com que o dólar subisse pelo quinto ano consecutivo contra o real.

Com dois registros juramentados, porém, chegou o dólar a R$ 5 no final de fevereiro e desvalorização acumulada de 10% em relação à moeda brasileira. Se a Selic desestimula o consumo ou o investimento interno, por outro lado, ajuda a traçar um fluxo de dinheiro estrangeiro de volta ao Brasil e fortalece o real.

Quando o horizonte parecia melhorar para a inflação, começou a invasão russa da Ucrânia, o que levou a uma corrida aos ativos seguros e voltou a “ficar livre”. Ou o dólar chegou a disparar a R$ 5,20 em momentos de maior tensão geopolítica.

“Antes da guerra, a mudança estava melhorando e teria um impacto muito positivo para a atividade. Se essa dinâmica voltar, junto com essa alta dos preços das commodities, podemos ter uma surpresa”, diz Barbosa.

A alta das commodities associada à desvalorização do real é sinônimo de “inflação no futuro”. Mas, por enquanto, a mudança ajudou a equilibrar a situação no Brasil. Sem data de mercado para Quinta-Feira (3), no 6º dia do conflito, a moeda americana havia devolvido a Patamar de R$ 5,02.

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“A mudança pode ajudar o BC nessa inflação das commodities, mas é possível que o tempo de corte do júri demore mais para pagar”, diz Fernando Fenolio, economista-chef do WHG Asset.

Um projeto do WHG permanece com 0,3% do PIB em 2022 — e não descarta um novo em 2023. Fenolio explica que dois fatores podem gerar algum impulso para o PIB, além de ambos sem a energia inicial que o país precisaria.

A primeira é a agricultura, que promete boas colheitas e temperaturas crescentes no mercado internacional. Condições mais climáticas, como seca no Sul e quente no Norte e Nordeste do país, causarão algum viés nas estimativas.

Outro ponto é o maior gasto do governo no ano eleitoral. O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 64,7 bilhões em 2021, o primeiro resultado positivo desde 2013. O indicador reúne as contas da União, dois governos estaduais e municipais, além de empresas estatais.

“É um dinheiro que pode ser gasto com obras, por exemplo. inflação”, diz Fenolio.

ômicron variante e economia falha freiam contratações no turismo

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Mas, em nossos cálculos, na maioria das instituições financeiras, a situação da saúde perdeu espaço e preocupações. Isso porque, assim como a variante micro, não temos o poder de destruir a atividade econômica como as ondas anteriores do Covid-19.

“A pandemia teve impactos muito relevantes na data e na abertura dos serviços. A ômicron pegou em janeiro, mas os índices do logo voltarão em fevereiro. O grosso do ciclo da Covid à passou”, diz Barbosa, do Itaú.

O banco faz uma medição diária da atividade econômica, e o resultado é latente: assim como o PIB, os níveis são praticamente os mesmos de março de 2020, pré-pandemia.

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