As sete principais razões pelas quais a Covid-19 tem matado tanto no Brasil

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva publica hoje um dossiê com conclusões sobre os quase três anos de pandemia da Covid-19, no qual destaca sete razões pelas quais a Covid-19 tem sido particularmente destrutiva no Brasil.

O documento lembra que o país concentrava 2,7% da população mundial em março de 2022 e até então respondia por 10,7% das mortes pela doença no mundo. Enquanto a média global de mortalidade cumulativa era de 770 por 1 milhão de pessoas, aqui ocorreram 3.070 mortes por 1 milhão, quatro vezes a escala global.

Aqui estão as sete falhas principais que a associação identificou:

– pouca testagem, isolamento de casos e quarentena de contatos;
– Usar uma abordagem clínica em vez de baseada na população para gerir a pandemia;
– desencorajar o uso de máscaras;
– promover tratamentos ineficazes;
– Atraso na compra de vacinas e desencorajamento da vacinação;
– falta de orientação do Ministério da Saúde na organização das unidades federadas e em um subsistema complementar; – Falta de uma política de comunicação coerente.

A federação não se pronuncia no documento, mas a análise dos pontos acima deixa clara a responsabilidade de Jair Bolsonaro pela tragédia.

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