Bolsonaro pede que TSE divulgue propostas das Forças Armadas – 05/05/2022 – Notícias

Assim como o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, antes dele, o presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu publicamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que divulgue as propostas das Forças Armadas para supostamente aumentar a segurança eleitoral. O presidente disse que uma empresa contratada pelo Partido Liberal faria uma auditoria privada da eleição deste ano. Ele também garantiu que ninguém no Brasil queria dar um golpe de estado.

José Cruz/Agência Brasil
Tribunal Superior Eleitoral emitiu nota reconhecendo que o escrutínio partidário é uma opção legal

Tribunal Superior Eleitoral emitiu nota reconhecendo que o escrutínio partidário é uma opção legal

“O TSE classificou como confidenciais as propostas apresentadas pelas Forças Armadas para reduzir ao máximo a possibilidade de fraude”, disse Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais. “Por que esconder da população essas propostas das Forças Armadas? As pessoas querem eleições transparentes onde os votos sejam efetivamente contados. Se as urnas são inexpugnáveis, por que se preocupar?”, acrescentou novamente, expressando dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas. .

Bolsonaro também zombou da demonstração de que sua pressão por mudanças no sistema eleitoral brasileiro deve garantir a vitória do ex-presidente Lula (PT), que lidera as pesquisas por intenção de voto e é seu principal adversário político. “Se a pesquisa disser que Lula tem 40%, ele vai ganhar, quero garantir a eleição dele”, disse o presidente, que diz não acreditar em pesquisas de intenção de voto.

Ainda ao vivo, o presidente da República voltou a defender o ministro André Mendonça do Tribunal de Justiça Federal, que havia sido criticado nas últimas semanas por bolsonaristas pela condenação do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) e posteriormente indultado pelo chefe do Executivo. “Ele não me ajuda, ele ajuda o Brasil.”

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Os comentários no YouTube durante a apresentação ao vivo do presidente foram marcados por pedidos para que o governo anunciasse a reestruturação de carreira prometida aos policiais federais.

O presidente afirmou ainda que o PL vai contratar uma empresa para testar as urnas eletrônicas nas eleições deste ano. O acordo teria sido feito com o presidente da lenda, Valdemar Costa Neto.

“Me encontrei com o presidente do PL há alguns dias. Conforme exigido pela legislação eleitoral, contrataremos uma empresa para auditar as eleições. Quando a empresa é contratada, ela vai para o trabalho”, disse o presidente Jair Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais.

“Temos que dar satisfação, está garantido por lei que o partido contrata uma empresa para fazer a auditoria. Se os custos ficarem muito altos, vamos pedir ajuda a outras partes. As eleições devem ser feitas sem dúvidas”, disse. durante a Live.

Bolsonaro não revelou o nome da empresa que o PL está contratando, mas disse que é uma empresa com atuação global. Segundo o executivo, a empresa pode se recusar a prestar serviços no país.

“Ela pode dizer ‘é impossível testar aqui’ e não fazer o trabalho. Veja até onde estamos indo”, disse o presidente, que exigiu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgue as propostas das Forças Armadas à Justiça sobre supostas melhorias no processo eleitoral, conforme confirmado anteriormente por ofício do ministro da Defesa Geral Paulo Sérgio. “É hora do TSE mostrar ao mundo que temos o sistema mais confiável do mundo”, acrescentou o presidente no programa.

General Heleno nega ter recebido ordens da CIA

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) disse em comunicado ontem que “não recebe nem transmite mensagens de nenhum país. .

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Comandada pelo general Augusto Heleno, militar ligado a Bolsonaro, a agência confirma a agenda com o diretor da CIA, mas diz que assuntos discutidos em reuniões de inteligência são confidenciais. “Temos um excelente corpo de diplomatas e adidos para cuidar dos interesses nacionais”, acrescentou o comunicado.

A agenda oficial de Bolsonaro relata encontro com Burns em 1º de julho do ano passado, sem revelar o assunto. O embaixador dos EUA no Brasil na época, Todd C. Chapman, também participou da reunião; o então diretor-geral da Inteligência Brasileira (Abin), Alexandre Ramagem, assim como Augusto Heleno e o ex-ministro da Defesa Braga Netto, que hoje é Assessor Especial da Presidência. Ele renunciou em 31 de março para concorrer a vice-presidente na chapa de Bolsonaro.

Como a Reuters revelou anteriormente, durante uma viagem oficial ao Brasil no ano passado, segundo fontes, o diretor da CIA disse a funcionários do governo que Bolsonaro não deveria “mexer com as eleições”. O presidente brasileiro costuma, sem apresentar provas, questionar a honestidade do sistema eleitoral brasileiro e até sugeriu a contagem paralela dos votos controlados pelas Forças Armadas.

De acordo com o TSE, as partes podem realizar auditorias

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou ontem que os partidos políticos estão legalmente habilitados a realizar seu próprio escrutínio eleitoral. O pronunciamento oficial do tribunal ocorre após o presidente Jair Bolsonaro anunciar em transmissão ao vivo nas redes sociais que o PL, sua lenda, vai contratar uma empresa para auditar as eleições.

“A fiscalização das eleições está prevista nos artigos 65 a 72 da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, conhecida como Lei Eleitoral. Os partidos políticos podem realizar suas próprias verificações por meio do Cadastro Eleitoral Digital (RDV)”, diz o TSE. “Lembramos também que cada cidadão pode realizar o seu próprio cheque por meio da urna, que será emitida pela mesa ao final da votação e divulgada nas mesas de voto e no site do TSE”, acrescenta o tribunal.

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A notícia de que o PL fiscalizará a eleição vem em um momento de tensão entre os poderes Executivo e Judiciário. Bolsonaro intensificou os ataques ao sistema eleitoral brasileiro e muitas vezes duvida da funcionalidade das urnas eletrônicas sem provas.

Ontem, o ministro da Defesa, general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, enviou ofício ao presidente do TSE, ministro Edson Fachin, pedindo a divulgação das propostas das Forças Armadas para as eleições. Os militares aguardam respostas do tribunal eleitoral sobre sete propostas anteriormente classificadas e omitidas do plano de ação de transparência eleitoral.

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