Bolsonaro sobre Milton Ribeiro: ‘Vai respingar em mim’;

O presidente Jair Bolsonaro disse que o ex-ministro da Educação deve responder por suas ações depois que Milton Ribeiro foi preso em Santos na manhã desta quarta-feira (22) como medida cautelar.

“Se tem prisão, é a PF, é sinal de que a PF está agindo. Faça-o responder por suas ações. Peço a Deus que não tenha problema, mas quando tem problema, a PF age, investiga. É sinal de que não estou interferindo na PF porque é claro que vai transbordar para mim”, disse o capitão aposentado em entrevista à Rádio Itatiaia.

O discurso marca uma mudança drástica em relação às declarações anteriores do presidente sobre o ex-ministro. “Eu coloquei fogo na minha cara pelo Milton. O que eles estão fazendo é covardia”, disse Bolsonaro em março, em meio às primeiras reclamações sobre um “gabinete paralelo” sendo formado por pastores lobistas do Ministério da Educação.


Milton Ribeiro / Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Ribeiro e o pastor Gilmar Santos foram presos durante a Operação Acesso Pago da Polícia Federal. A ação faz parte de uma investigação sobre o esquema do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) de “tráfico de influência e corrupção para liberar recursos públicos” para prefeituras por meio de ministros lobistas.

Além das prisões, a PF também cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Ribeiro, Santos e Arilton Moura, outro pastor apontado como lobista no programa. No total são 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão em Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal.

Com base em documentos e relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), a PF atribuiu indícios de crimes na liberação de verbas.

Moraes envia investigação sobre Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, encaminhou ao Ministério das Eleições (MPE) um pedido de investigação ao presidente Jair Bolsonaro (PL) por supostamente usar recursos públicos para fazer propaganda eleitoral antecipada em motocicletas.

A moção foi feita pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que aponta gastos de cerca de R$ 8,8 milhões no cartão corporativo da Presidência entre janeiro e abril deste ano. Vaz relaciona a fatura de R$ 4,2 milhões de abril a três motociclistas: em São Paulo (15 de abril), em Rio Verde, interior de Goiás (em 20 de abril) e em Uberaba, em Minas Gerais (30).

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Elias Vaz (PSB-GO) / Billy Boss / Câmara dos Deputados

“Agora Jair Bolsonaro gastou cerca de 90% do que gastou nos três primeiros meses do ano em um mês. Esta clara desproporção é o resultado dos eventos eleitorais em abril. A correlação entre os motociclistas e o aumento dos gastos é notória”, defendeu. Vá ao inquérito.

No caso das motocicletas, “apenas os interesses eleitorais do presidente foram atendidos. Trata-se da submissão do público aos interesses privados, pessoais e eleitorais”, diz Vaz.

Justiça desbloqueia a Fortuna de Alckmin

O Judiciário paulista aprovou a liberação dos bens de Geraldo Alckmin (PSB), pré-candidato a vice-presidente da chapa de Lula (PT) à presidência da república, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (21).

O ex-governador de São Paulo é réu em um processo judicial que investiga a suposta transferência de R$ 7,8 milhões em papel preto da Odebrecht para sua campanha de reeleição em 2014.


Geraldo Alckmin/Diogo Moreira/a2img/WikiMedia Commons

Agora, a 13ª Vara da Fazenda de São Paulo suspendeu o congelamento de bens que estava suspenso desde 2019 sob a alegação de que não há provas de que Alckmin esteja se desfazendo de seus bens, com o objetivo de impedir um possível pagamento no caso de convicção.

“Não basta mais a afirmação geral de que o resultado aproveitável do processo está em risco; é preciso provar fatos concretos que demonstrem que o réu está tentando ocultar, desviar ou esbanjar seus bens”, diz o texto da decisão.

TRE-SP mantém candidatura de Tarcísio de Freitas

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo indeferiu nesta terça-feira (21) uma denúncia do PSOL contra o pré-candidato de Tarcísio Gomes de Freitas (republicano) ao governo do estado de São Paulo.

A ação questionava a transferência da residência adotiva de Tarcísio Freitas de Brasília para São José dos Campos, no interior paulista. A parte recorrerá da decisão.


Bolsonaro (PL) acompanhado do ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas, seu candidato ao governo de São Paulo / Alan Santos/PR

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O juiz Silmar Fernandes entendeu que a sigla havia ajuizado a ação investigando supostas irregularidades no caderno eleitoral de Freitas fora do prazo estipulado. Assim, o candidato do presidente Bolsonaro em São Paulo está livre para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes.

“Nenhuma ação será tomada devido ao atraso. Além de perder o prazo, o requerimento teve que ser sustentado por meio de prova contendo provas substanciais ou comprovação da irregularidade da residência eleitoral contestada”, disse Fernandes.

Em nota, o PSOL considerou a decisão “errônea” e alegou que não havia prazo para solicitar a revisão dos cadernos eleitorais, pois os cadernos eleitorais indicam fraude, ilegalidade ou abuso. Se houver indícios nesse sentido, uma ação já deve ser tomada de ofício, porque neste caso a justiça eleitoral não atua judicialmente, mas administrativamente”, segundo o extrato.

Freitas não mora no endereço dado ao tribunal eleitoral como domicílio no estado de São Paulo. O apartamento, em prédio em bairro nobre de São José dos Campos, foi alugado pelo cunhado de Freitas e está vago para reformas.

Por lei, a mudança de residência eleitoral deve ocorrer três meses antes da mudança de registro de eleitor para concorrer a cargos públicos a partir da nova residência.

Gabriel Monteiro confessa crime

O vereador Gabriel Monteiro disse a jornalistas nesta terça-feira (21) que ofereceu dinheiro a um morador de rua em troca de cometer um crime na Lapa, no Rio de Janeiro. “Sim, eu fiz”, disse Monteiro, referindo-se ao que chamou de “experiência social” para uma campanha contra o feminicídio.

Segundo o deputado Luis Maurício Armond, que prestou depoimento à comissão na época da declaração de Monteiro a convite da defesa do deputado, “a simulação é boa, mas a representação é real”.

“Uma situação está sendo simulada, mas nem todos os personagens estariam cientes disso. Portanto, não seria apenas um enredo, haveria a possibilidade de eventos imprevisíveis acontecerem. O risco é real”, disse Armond a repórteres ao deixar o mostrar.


Gabriel Monteiro/Renan Olay/CMRJ

Monteiro está sob investigação da Comissão de Ética da Câmara Municipal do Rio por expor pessoas em situação de vulnerabilidade social, peculato, coação de testemunhas, propina e estupro.

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De acordo com o vereador Chico Alencar (PSOL), relator do caso na Comissão, Monteiro também está sob investigação por filmar cenas de sexo com uma menor, cuja investigação está sendo arquivada.

Em maio, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) acolheu a ação do Ministério do Estado contra a Câmara Municipal pelo mesmo caso. Segundo o órgão, Monteiro violou o artigo 240 da Lei da Criança e do Adolescente (ECA) por “produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou gravar de qualquer forma cena de sexo explícito ou pornográfico envolvendo criança ou adolescente”. , com pena de prisão de quatro a oito anos e multa.

Amado Batista se desculpa por dizer que Lula roubou

Após delação premiada no Tribunal de Justiça de Pernambuco, o cantor Amado Batista pediu desculpas ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula (PT), por dizer que Silva e sua família roubaram “muito”.

Em entrevista ao jornalista Magno Martins em 28 de maio de 2021 no Youtube, o cantor explicou que Lula e seus filhos cometeram roubos durante o governo do PT. “Antes de Bolsonaro, o dinheiro brasileiro era investido para ajudar os países comunistas”, disse Magno Martins. Então Amado acrescentou: “Exceto roubar pra caramba, hein? Também roubar como um louco. Há pessoas aqui que eram pobres antes do comunismo, antes da esquerda, que agora são milionárias”.


Jair Bolsonaro (PL) e o cantor Amado Batista / Alan Santos/PR

Amado também deu a entender que Fábio seria um latifundiário. “Basta ir para o Pará, lá para o Mato Grosso, para você ver. Ao vivo e a cores”, disse.

Já Amado Batista se desculpou na carta de revogação “pela forma injusta” com que atribuiu “ofensas graves” a Fábio. Ele também disse que suas declarações estavam “erradas”.

“Embora eu tenha dito que Fábio Luís Lula da Silva seria dono de terras e gado em Mato Grosso e Pará, reconheço que essa informação só chegou aos meus ouvidos por meio de boatos que se espalharam de forma irresponsável na sociedade”, diz Amado Batista. “Nunca tive provas do que foi dito”, conclui.

Editor: Nicolau Soares

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