Bolsonaro venceu com 51,05% nas pesquisas “audíveis”

O PL acaba de apresentar os resultados da auditoria, que revela vulnerabilidades graves em mais de 279 mil modelos de urnas anteriores à UE2020, testáveis ​​a partir dos logs (registros de atividade) das urnas e que nessas urnas o presidente Jair Bolsonaro teria vencido as eleições com 51,05% contra 48,95% do ex-presidente Lula.

O estudo foi conduzido pelo engenheiro Carlos Rocha, que explicou os detalhes de como foi feito. Ele explicou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez grandes avanços na questão da transparência eleitoral este ano, o que foi visto como um avanço.

Rocha lembrou que ocorreu em agosto uma reunião dos órgãos fiscalizadores e que o TSE disponibilizou um glossário de eleições informatizadas, contendo a descrição dos diversos arquivos gerados pela urna eletrônica.

“Logo após o término do 2º turno, em uma ação de transparência muito positiva, o TSE publicou os três arquivos no portal de resultados do TSE. Três arquivos então aparecem neste portal para cada assembleia de voto. O Boletim de Urna cuja função é permitir que as pessoas conheçam os resultados de cada seção e, finalmente, testar o todo. O segundo arquivo, o RDV, é o registro digital do voto, cujo objetivo, segundo o TSE, é permitir uma eventual recontagem, é o arquivo que registra todos os votos. E o terceiro arquivo divulgado pelo TSE foi a ficha de votação, que segundo as orientações do TSE é um importante elemento de auditoria para os partidos políticos e para os órgãos reguladores”, explicou.

O mais importante destes três é o livro de urnas, que funciona como um diário de urna desde a preparação até o final da segunda votação.

“O programa lê dois dados, duas informações diretamente do hardware da urna. Ele lê, digamos, o timestamp, que é data, hora, minuto e segundo, e também lê o número de série da urna, que é chamado de código de identificação da urna no TSE”, explicou.

Segundo Rocha, essa informação garante a atribuição daquele registro de atividade ao equipamento físico que executou a atividade registrada. Este foi o aspecto onde o principal problema foi encontrado.

Dois grandes bancos de dados foram criados, um com todos os dados das urnas e outro com todas as informações de todos os registros de mais de 472.000 urnas.

“Em alguns bilhões de linhas, apenas um número, que é inválido, aparece fora do intervalo de numeração. Os códigos de identificação das urnas, que é o número de série, vão até um valor de 2 milhões e assim sucessivamente, e esse número que aparece ali é um número de 67 milhões e alguns quebrados”, disse o engenheiro.

Ao cruzar os dados, os técnicos constataram que as urnas modelo UE2020 funcionavam perfeitamente. “São quase 193.000 urnas, o que representa cerca de 40,8% de todas as urnas”, disse Rocha.

Urnas de modelo anterior, de UE2009 a UE 2015, pouco mais de 279.000 urnas, esse número inválido foi encontrado no lugar do número de série da máquina. “Isso é um indício muito forte de falha, mau funcionamento da urna, porque é impossível relacionar o registro de cada atividade ao hardware, ao equipamento físico que teria gerado aquela atividade”, explicou.

O engenheiro Carlos Rocha disse que as regras do TSE prevêem uma revisão pós-eleitoral extraordinária para esses casos. “Por isso queremos interagir construtivamente com o TSE e avaliar com ele.”

segredo de voto violado

Outra ocorrência relatada por Rocha diz respeito à possível violação do sigilo do voto quando a urna é trancada. “Quando a urna trava, isso acontece várias vezes durante a votação de um eleitor, quando ocorre esse erro, a urna trava e registra uma linha de atividade no log com a mensagem de erro, mas revela as informações pessoais dos eleitores de duas maneiras. seja no nome completo do eleitor, cerca de 200 vezes, seja revelando o número do título de eleitor do eleitor que votou no fechamento da urna”.

Se o travamento ocorrer durante a votação, normalmente a mesa de voto é chamada e revisa o travamento que pode ter ocorrido na tela de votação, liga o aparelho para resolver o problema, mas o log tem o nome da pessoa ou título do eleitor, cuja voz o pesquisador ou outra pessoa pode ter visto.

razões legais

O advogado Marcelo Bessa tomou a palavra para explicar as razões jurídicas que levaram o PL a requerer ao TSE a revisão extraordinária. Segundo Bessa, é mandato institucional dos partidos políticos fazer esses controles.

“Este relatório destacou inconsistências em urnas fabricadas antes de 2020. Essas inconsistências reaparecem em todas essas urnas. Essas inconsistências não existem com urnas a partir do ano de 2020. Após verificação pelo nosso departamento técnico designado, essas inconsistências não permitem confirmar o resultado ou que essas urnas realmente registraram o resultado da eleição ou a vontade do eleitor”, explicou.

Bessa sublinhou que isso não significa que houve fraude, mas “é uma possibilidade de fragilidade” que não garantiria credibilidade suficiente às urnas que funcionam mal.

“Nessas urnas que foram feitas antes de 2020, nessas urnas, o resultado da eleição indica a vitória de um determinado candidato, o candidato Lula, com um percentual de 52% contra 47%. No caso de novas urnas, porém, onde a certificação completa é possível, o resultado é diferente. Nesse caso, o candidato Bolsonaro teria 51%, pouco mais de 51% dos votos e o candidato Lula 48,95% dos votos”, concluiu.

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