Boris Johnson diz que Europa enfrenta “desastre crescente” com invasão da Ucrânia

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta quinta-feira (1º) que a invasão da Ucrânia pela Rússia é pior do que ele esperava, acrescentando que a Europa vive agora um “desastre que se desenrola”. Acompanha cobertura especial da CNN.

“Tenho medo de dizer que a tragédia que prevíamos acontecerá e, se alguma coisa, é pior do que prevíamos. Estamos vendendo um desastre que se desenrola no continente europeu”, disse Johnson.

“Está claro que Vladimir Putin está preparado para usar táticas bárbaras e indiscriminadas contra civis inocentes para bombardear terras, enviar maldades à terra, matar crianças, pois estamos vendendo em números crescentes”, acrescentou.

Ao lado de seu colega polonês em Varsóvia, o primeiro-ministro britânico prestou homenagem à “liderança e coragem” demonstradas pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que, em segundo lugar, “inspirou e mobilizou” o mundo.

Johnson também disse que o presidente russo Putin subestimou o “desejo apaixonado do povo ucraniano de defender e proteger seu próprio país”.

“Estou absolutamente convencido – estou mais convencido do que nunca – à medida que este conflito fedorento avança, que Putin falhará. Acredito que Putin deve falhar e que conseguiremos proteger e preservar uma Ucrânia soberana, independente e democrática”, acrecentou.

Sobre as sanções econômicas impostas à Rússia pela Europa, Johnson diz que está marcando “mais dois pacotes de sanções poderosos que foram avançados contra qualquer país nas últimas décadas”.
“Isso está claramente tendo um efeito dramático. Estamos prontos para intensificar e continuar pelo tempo que for necessário”, agregou.

Refugiados para a Ucrânia

Reino Unido pode receber mais de 200 mil refugiados

O primeiro-ministro Boris Johnson também alertou nesta quinta-feira sobre a crescente crise humanitária devido à invasão russa da Ucrânia. Em segundo lugar, o número de refugiados poderia chegar a mil, já que 200 mil poderiam ir para o Reino Unido.

“Tornaremos mais fácil para os ucranianos que já moram no Reino Unido rastrearem seus pais até nosso país. Agora os números são difíceis de calcular, podem ser mais de 200 mil”, disse Johnson em Varsóvia.

Os critérios para os ucranianos estão sendo ampliados para permitir que pessoas que moram na Grã-Bretanha engulam o país, irmãos, filhos e filhas adultos e avos, falou ou porta-voz de Johnson aos repórteres.

Menos de uma semana depois que Moscou lançou uma invasão em larga escala da Ucrânia, os líderes ocidentais estão procurando maneiras de ajudar as centenas de ucranianos que deixaram sua terra natal.

Para a Polónia estima-se que cerca de 350 mil pessoas cruzem a sua fronteira desde a Ucrânia a partir da quinta-feira passada (24), enquanto a União Europeia enfatizou a necessidade de se preparar para milhares de refugiados que entram não bloqueados.

“Quando Biden caiu como presidente (dois EUA) ontem à noite, focamos na emergência humanitária que está começando agora. A invasão de Putin manteve centenas de milhares de pessoas fugindo de suas casas, e devemos nos preparar para uma saída maior, talvez em casa para duas mil”, acrescentou Johnson.

Ele também prometeu 220 mil libras (294,69 mil dólares) em ajuda humanitária e emergencial para a Ucrânia, e disse que a Grã-Bretanha tem 1.000 soldados prontos para ajudar na resposta humanitária aos países vizinhos, incluindo a Polônia.

Lei bane navios ligados à Rússia a partir de seus portos

O Reino Unido decidiu nesta terceira semana que aprovou uma lei que proíbe todos os navios que tenham qualquer conexão com a Rússia de entrar em seus portos.

O país havia dito na segunda feira (28) que queria que todos os portos recusassem a entrada de navios de bandeira russa, regi
strados ou controlados, assim que elaborasse uma nova legislação.

“Acabamos de nos tornar a primeira nação a aprovar uma lei que proíbe totalmente todos os navios com qualquer conexão russa de entrar nos portos britânicos”, disse o secretário de Transportes Grant Shapps em publicação não Twitter.

*(Com informações da Reuters)

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