Brasil vai importar picanha do Canadá e vender carne “magra”

O consumidor brasileiro vai começar a comer filé mignon canadense – pelo menos o consumidor que puder pagar. O acordo comercial de carnes assinado entre Brasil e Canadá nesta semana prevê a contrapartida da importação de cortes canadenses “mais gordurosos” para o território nacional.

A maior parte da carne brasileira exportada é de zebuínos, uma carne mais magra que costuma ser utilizada no mercado internacional para a produção de alimentos industrializados. Porém, do lado canadense, predominam raças de origem europeia, como a Angus, que tem a característica de ser uma carne com mais estrias de gordura.

A JBS Foods, que já possui uma entidade no Canadá, centralizaria grande parte dessas transações, trazendo cortes brasileiros para os canadenses e simultaneamente enviando picanha e outros cortes de sua base de Calgary para o consumidor brasileiro.

Sob as atuais regras de comércio internacional, o Canadá administra uma cota de importação de até 76.000 toneladas de carne por ano. O Brasil entrará na disputa por parte dessa cota, disputando a vaga com o Uruguai, que atualmente exporta cerca de 15 mil toneladas de carne para os canadenses.

Na segunda-feira, 14, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, esteve no Canadá para anunciar a abertura do mercado e o fato de o Brasil ter ultrapassado 200 novos mercados externos para produtos agrícolas abertos desde o início de 2019.

A exportação de carne bovina é permitida para todos os países que ainda vacinam seus rebanhos contra a febre aftosa. Por enquanto, a exportação de carne suína é permitida apenas para frigoríficos de Santa Catarina, único país já reconhecido como livre de febre aftosa, peste suína clássica e africana. O Ministério apresentou pedido para que Paraná e Rio Grande do Sul sejam reconhecidos como estados livres dessas três doenças.

Hoje, os Estados Unidos são o maior vendedor de carnes e outros alimentos depois do Canadá, país que mantém relação de livre comércio com os canadenses e, portanto, não contesta cotas de importação. O Brasil teria o mesmo tratamento se o acordo Mercosul-Canadá for aprovado, o que ainda não aconteceu.




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