CBF anuncia medidas para melhorar arbitragem e VAR no Brasil

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A arbitragem tem sido alvo constante de críticas e reclamações nos últimos anos. Crédito: Jorge Rodrigues/AGIF

Em meio a uma nova onda de críticas ao desempenho do sistema de arbitragem do Brasil, a CBF anunciou um plano de ação para a classificação da seleção na manhã desta quarta-feira. As medidas incluem treinamento em simuladores de VAR, off-season para arbitragem ao final da primeira rodada e contratação de uma plataforma para que todos os árbitros e assistentes tenham acesso às próprias estatísticas ao final de cada rodada. Além disso, os árbitros terão que decidir a médio prazo se querem atuar em campo ou como árbitro de vídeo.

As medidas foram apresentadas pelo presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Seneme. Segundo ele, as medidas são baseadas em um diagnóstico que ele fez desde que assumiu o cargo no início de abril.

Um dos pontos mais críticos diz respeito ao VAR. Embora a CBF sempre tenha prometido ser uma das primeiras confederações a implantar o sistema, Seneme destacou que não havia sequer um diretor técnico para o videoárbitro. A função caberá agora ao ex-árbitro Péricles Bassols.

“Quando cheguei aqui, não tinha técnico de VAR. Tinha um técnico de VAR que nunca deu palestra, que nunca deu palestra técnica de arbitragem. Agora definimos um técnico de VAR que será um dia desenvolver um trabalho técnico do VAR durante o dia”, disse.

Ainda no sistema, Seneme anunciou que a construção da linha de impedimento pela equipe do VAR seria disponibilizada ao vivo para transmissão pela TV. Atualmente apenas a imagem congelada é mostrada com as linhas já desenhadas. A mudança ocorre a partir da próxima rodada.

Antes do anúncio, durante a posse oficial da nova Comissão, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, fez um discurso no qual ofereceu uma “defesa contra as críticas”. “Acredito que as críticas se acumulam. Por isso peço que vocês discutam muito e façam cobranças aos árbitros. Façam isso sempre, pelo bem do futebol brasileiro. Não estamos aqui para ser paternalistas. E não só com arbitragem”. , ele disse.


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