Como a idolatria de Pelé fez a lenda do Real Madrid ir para a Europa e se tornar o ‘maior de todos os tempos’ de seu país

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, o ex-atacante Hugo Sánchez, lenda do Real Madrid, falou sobre sua admiração pelo Rei Pelé


A Copa do Mundo a partir de 1970 no México, a última vencida por Edson Arantes do Nascimento, o Pelagem, marcou um marco para muitas gerações que admiram o futebol bem jogado. e o tricampeonato Brasil também inspirou outras ‘lendas’ do esporte, uma delas o ex-atacante do seleção mexicana Hugo Sanchez.

com um passo Atlético de Madri que durou quatro temporadas, o mexicano ficou famoso na Europa como um dos melhores em sua posição vestindo a camisa do rival real Madridque neste sábado (9), a partir das 16h, recebe o Getafenão Santiago Bernabeupor A Ligacom Transmissão ao vivo através de ESPN sem estrela+.

Durante sua passagem pela Espanha, Sánchez também conquistou 5 troféus Pichichi, o artilheiro da Liga espanhola, algo que nenhum outro compatriota conseguiu até hoje. E além de seus (muitos) gols, o ex-atacante também encheu sua estante de títulos e teve o prazer de disputar três Copas do Mundo com a seleção mexicana. Tais feitos lhe renderam o apelido de “melhor jogador da história” do México em campo. E tudo isso foi motivado por sua admiração por Pelé.

Em entrevista exclusiva com ESPN.com.br, Hugo Sánchez revelou como a Copa do Mundo de 1970 influenciou sua carreira, assim como a do Rei. E quando o torneio aconteceu, ele tinha apenas 12 anos, mas já tinha certeza do que queria a partir de agora.

“Foi uma experiência muito legal (a Copa de 1970) porque eu era um menino de 12 anos. Imaginava e sonhava poder jogar uma Copa do Mundo pelo meu país. Em 1970 eu tinha esperanças e desejos de poder jogar uma Copa do Mundo com o México e aquela Copa serviu como parâmetro de motivação, mas fiquei um pouco triste porque se a Copa do Mundo de 1970 fosse no México eu sentia que muitos anos se passariam antes de outra foi realizado um Mundial no país e não pude jogar no meu país com a camisa da seleção mexicana”, começou por dizer.

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“Bom, eu realizei esse sonho em 1986. Mas a Copa do Mundo de 1970 serviu de referência não só em nível de equipe, em nível de seleção de querer e querer ganhar uma Copa do Mundo, mas também com a referência de Pelé. . Porque o Pelé sempre foi Rei, mas aquela Copa do Mundo foi quando todos se renderam a ele e eu me surpreendi porque queria ser como o Pelé desde criança. A vontade de ser como o Pelé ficou comigo e comecei a me preparar física, técnica, tática e psicologicamente para que no futuro eu pudesse ser como o Pelé.. Eu sei que não consegui, mas essa referência e essa motivação ajudaram muito”, continuou.

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Hugo Sánchez, ex-atacante do Real, falou com exclusividade ao ESPN.com.br

Seis anos se passaram desde a Copa do Mundo e Sánchez finalmente começou sua carreira como profissional, com o Pumas, no México. Depois, perseguindo o sonho de poder jogar no mesmo campeonato que Pelé, passou pelo San Diego Sockers, dos Estados Unidos, na época em que o Rei jogava pelo New York Cosmos. E o ex-atacante mexicano guarda lembranças dos encontros que teve com seu maior ídolo até hoje. E havia alguns.

“Tive a oportunidade de ser amigo do Pelé, para mim foi uma motivação desde criança, pude aproveitar o fato do Pelé ter ido jogar nos Estados Unidos antes de se aposentar e eu jogar no Pumas, no México. , muito jovem. Quando tive a oportunidade de jogar nos Estados Unidos, fiquei pensando nos jogadores importantes que jogaram lá: Pelé, Beckenbauer, Neeskens, Cubillas, Cruyff. Eu disse aceito! Fui para os Estados Unidos quando o Pelé jogava pelo Cosmos e poder jogar contra ele, e conviver com essas grandes figuras era um sonho. Eu sabia que a imprensa desses países me veria para chamar a atenção, pois meu grande sonho era jogar na Europa.“, ele disse.

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Joguei dois anos de férias no México e conheci Pelé pessoalmente. Nos tornamos amigos com o tempo. Especialmente em partidas da FIFA e partidas entre times do resto do mundo que eu fui, foi maravilhoso para mim poder conversar com ele. Ele visitou o México muitas vezes, inaugurou campos que levam seu nome em Pachuca. Tenho muitas fotos com ele, guardo com muito carinho e agradeço por ser minha referência”, finalizou.

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