Cruzeiro encontrou o caminho. Deve ir até o fim | entre os pinos

Essa semana comentei sobre o jogo de volta entre Cruzeiro e Remo pela Copa do Brasil no Prime Video. Antes da bola rolar, avisei meus amigos que estavam assistindo o jogo: a equipe de Paulo Pezzolano deve ter paciência porque os visitantes saíram na frente (2 a 1) em Belém e quando têm problemas no ataque sabem muito bem como é defender – como todas as equipes montadas por Paulo Bonamigo. E houve 1-0 e desempate por grandes penalidades, resultado perfeito para duas equipas com propostas muito diferentes que não mereciam perder. E em uma noite em que a adrenalina estava no ar, no Independência, o Cruzeiro me mostrou que acho que o caminho não é só progredir na Copa do Brasil. O foco, o jogo moderno, a intensidade, a capacidade de mudança de atitudes no jogo, um goleiro especial em um time equilibrado e fundamentalmente o casamento time-torcedor (que em nenhum momento não se impacientou, pelo contrário, incentivou o último pênalti) marcam equipes que terão muito sucesso. Se o time vai subir, para onde vai na Copa do Brasil, então isso é pesquisa futura. Mas quem é responsável por isso é esse técnico uruguaio que faz melhor que a ordem.

Cruzeiro vence Remo nos pênaltis e avança às oitavas de final da Copa do Brasil

Cruzeiro vence Remo nos pênaltis e avança às oitavas de final da Copa do Brasil

Um detalhe ficou claro no primeiro quarto de hora: o trabalho diferente dos técnicos. Tecnicamente e individualmente, o Cruzeiro é ainda melhor que o Remo, mas não é ruim ou o que era há algumas décadas. Mas enquanto Bonamigo montou um esquema simples e básico, com duas fileiras de cinco na frente de sua área, incapaz de arriscar uma subida articulada para a frente, o time de Pezzolano marcou, reagrupou, atacou, tentou pelo meio, pelas laterais e sufocou por completo. .. na famosa imprensa solta. Os jogos sempre começavam com o talentoso Adriano, que ora cravava nos cruzamentos, ora tentava Jajá no meio. Mas a bola mal chegou ao inspirado Edu. Foram três grandes chances: um chute de perto de Luvannor, defendido por Vinicius, um chute de Mateus Bidu de dentro da área – pegou mal, saiu torto – e um chute de longa distância de Lucas Oliveira que passou por cima do bar. De Remo… nada.

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Raposa voltou do intervalo com duas jogadas cruciais: o habilidoso canhoto Daniel Júnior no meio, que driblou pelas linhas do Remo, e Jajá abertamente na direita para abrir cobertura e criar jogadas de fundo. E a bola começou a chegar ao Edu. Na primeira, Jajá rolou por baixo e bateu livre por cima. Na segunda ele foi prejudicado por centímetros na pequena área, mas também dominou por cima. E aos 30, com a torcida já gritando de incentivo e a vantagem madura, Rafa Silva cabeceou escanteio e coube a Edu, novamente na pequena área, mandar para as redes.

O jogo foi emocionante, mas sem maiores chances. Do Remo, porque o time não conseguiu entrar na área mesmo com o enérgico Bruno Alves, e do Cruzeiro, porque o time estava no limite físico, a pressão foi muito forte desde o primeiro minuto. Acabou o jogo e foi a reviravolta do destino mostrar duas coisas: reafirmar que um grande time começa com um grande goleiro e que Fábio sempre será um ídolo mas não fará mais falta. Rafael Cabral, que não havia tocado na bola rolante, se tornou o herói, defendendo nada menos que quatro pênaltis – todos no canto esquerdo, na metade do caminho.

Decisão com direito a toda adrenalina e histórias contadas há anos. Edu, artilheiro do Cruzeiro e cujo gol manteve o time vivo, errou o chute, o primeiro dos 16 da noite. O time mineiro fez match point no quinto chute (vitória por 3 a 2), mas Rafa Silva perdeu – e Curuá converteu com incrível calma para os azuis do norte. Remo teve seu match point que lhe garantiu R$ 3 milhões de premiação no episódio em que Zé Ivaldo o expulsou. Mas Rafael Cabral marcou seu terceiro pênalti (já havia defendido os chutes de Marlon e Leonam, também interceptou os de Laílson). E levaria o quarto do Everton Sena, decreto 5 a 4 para o Cruzeiro e enlouqueceria o pessoal do Cruzeiro no Independência.

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Remo, mais recentemente campeão da Copa Verde e do Campeonato Paraense, agora deve levar em conta que foi o mais longe que pôde, que se interpôs no caminho de um gigante e que Bonamigo, embora pudesse ter sido um pouco mais corajoso, a equipe deve den Levante a cabeça e saia na frente na série C – o retorno à série B é o grande projeto do ano para Remo. E o Cruzeiro não só deve aproveitar muito esta noite histórica, mas até a 38ª rodada do brasileiro manter todos os fundamentos que mencionei acima, o que dará ao time um perfil completamente diferente – para melhor – do que teve nos dois últimos tempos de jogo. Se você fizer isso, ele vai subir. Não tenho dúvidas sobre isso.

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