[En vivo] Mariupol, Ucrânia, o centro do horror após 23 dias de invasão

Refugiados em Rostov, Rússia, de Mariupol.

Refugiados em Rostov, Rússia, de Mariupol.

Foto: ARKADY BUDNITSKY

A Ucrânia chega nesta sexta-feira ao dia 23 da invasão russa de seu território. Mariupol continua sendo o centro do horror, de onde mais de 20.000 pessoas foram retiradas, mas onde mais de 300.000 permanecem sob cerco militar e falta de comida e água. As autoridades ainda estão tentando estabelecer um balanço de vítimas após o bombardeio de um teatro naquela cidade, onde mais de 1.000 pessoas estavam se refugiando, segundo autoridades locais.

No total, mais de 700 civis morreram na Ucrânia (o número real é sem dúvida maior), incluindo mais de 100 crianças e cinco jornalistas; mais de três milhões de pessoas fugiram do país e só a Polónia recebeu dois terços.

Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o da China, Xi Jinping, devem manter uma conversa. O governo dos EUA divulgou na quinta-feira que a China arriscaria retaliação por “apoiar a agressão russa” contra a Ucrânia, que a China se abstém de condenar, enquanto pede diálogo.

Acompanhe aqui o minuto a minuto do que acontece na Ucrânia.

📄📄📄 Antes de começarmos, um pouco de contexto sobre o que aconteceu no dia anterior:

  • A Rússia rejeitou na quinta-feira a decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ), a mais alta corte da ONU, que ordenou que a Rússia na quarta-feira encerrasse imediatamente suas operações militares na Ucrânia.
  • A Human Rights Watch (HRW) exigiu que a Ucrânia pare de exibir publicamente prisioneiros de guerra russos, dizendo que isso viola as convenções de Genebra.
  • O chefe da diplomacia dos EUA, Antony Blinken, estimou na quinta-feira que os ataques da Rússia contra civis na Ucrânia constituem “crimes de guerra” e acusou Moscou de não fazer “esforços significativos” na frente diplomática.
  • O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu nesta quinta-feira que a Turquia seja “uma das garantias” de um eventual acordo com a Rússia, anunciou seu colega turco Mevlut Cavusoglu, que está visitando a cidade ucraniana de Lviv.
  • A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou na quinta-feira a suspensão da cooperação com a Rússia.
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5h50: Bombardeio em Lviv

As imediações do aeroporto de Lviv (Lviv), no oeste da Ucrânia, foram atingidas esta sexta-feira por “mísseis” russos, segundo o autarca daquela cidade, horas antes da conversa agendada entre o presidente norte-americano Joe Biden e o seu homólogo chinês Xi Jinping.

“Mísseis atingiram o bairro do aeroporto de Lviv”, postou Andriy Savody, prefeito daquela cidade localizada perto da fronteira polonesa, em sua conta no Facebook, garantindo que o bombardeio não afetou diretamente as instalações do aeroporto, mas uma fábrica de reparos de aeronaves.

05h19: Putin acusa Ucrânia de “atrasar” negociações

O presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Ucrânia na sexta-feira de “atrasar” as negociações para encerrar o conflito e estimou que seus líderes têm pedidos “irrealistas”, durante uma conversa com o chanceler alemão Olaf Scholz.

“O regime de Kiev procura por todos os meios atrasar o processo de negociação, apresentando propostas irreais”, disse o Kremlin em comunicado resumindo a conversa entre os dois líderes.

04h07: Reino Unido retira licença de transmissão da rede russa RT

O regulador de mídia do Reino Unido disse nesta sexta-feira que retirou a licença de transmissão da emissora estatal russa RT após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

“A Ofcom revogou hoje a licença de transmissão da RT no Reino Unido, com efeito imediato”, disse o regulador em comunicado, acrescentando que não considera esse canal “adequado” para operar no Reino Unido.

03h06 Lutando em Mariupol

O Exército russo e seus aliados separatistas estão lutando no centro da cidade de Mariupol, uma cidade portuária sitiada no sudeste do país, anunciou o Ministério da Defesa russo nesta sexta-feira.

“Em Mariupol, as unidades da República Popular [autoproclamada, ndlr] de Donetsk, com o apoio das forças russas, apertar o cerco e combater os nacionalistas no centro da cidade”, disse o porta-voz do ministério Igor Konashenkov.

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Além disso, afirmou que as forças russas e os separatistas de Lugansk já controlavam 90% do território daquela região ucraniana. Pouco antes da ofensiva, que começou em 24 de fevereiro, Moscou reconheceu a independência dos territórios separatistas de Lugansk e Donetsk.

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