Energia: começa o frio e Governo busca contra o relógio evitar falta de gás no inverno

Com todo o impacto da escalada dos preços internacionais do gás liquefeito devido à invasão da Ucrânia pela Rússia, o Governo enfrenta um corrida contra o relógio para poder garantir o abastecimento no decorrer a estação mais fria do ano.

A invasão da Ucrânia pela Rússia atingiu em cheio as previsões de energia para este ano na Argentina. O país precisa importar gás liquefeito para abastecer cerca de 30% da procura nos meses mais frios e a subida dos valores internacionais mais do que triplicou as contas do Governo para esse segmento.

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Pouco depois do início do conflito, o preços internacionais de GNL ultrapassou US$ 100 devido à alta incerteza em torno do fornecimento do fluido pela Rússia à União Européia. Desde então, as ações diminuíram e estão agora em torno de US $ 35 por MM de BTUs.

No entanto, são bem acima do que foi pago em 2021 para a Argentina: US$ 8,40 MMBTU. Soma-se à situação uma corte de fornecimento da Bolíviaque embora a magnitude não tenha sido informada e as negociações continuem, será chave em direção ao inverno.

Os planos oficiais para a compra de GNL para o inverno

Há dez dias, o gabinete econômico começou a elaborar um esquema de emergência para tentar garantir que não falte gás. Sem dólares para lidar diretamente com as importações de energia e em meio às demandas decorrentes do acordo com o FMI, concentrado em esforços no exterior em busca de investimento no setor petrolífero e também explorar alternativas ao gás de inverno.

As compras no exterior de GNL -com preços altos e mais do que voláteis- eles não podem ser evitados. O que se busca é o tempo “ideal” para realizá-los, em valores razoáveis ​​dado o contexto. A Argentina não é autossuficiente em matéria de energia, então para evitar cortes depende das importações.

Secretário de Energia. Dário Martinez, considerou neste fim de semana que o preços de gasolina smoothie que a Argentina precisa para o inverno não cairá abaixo de US$ 30 MMBTU e sei esperava que as exportações agrícolas (do aumento dos valores internacionais) permitir compensar os dólares que as importações de energia demandarão.

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O funcionário disse ainda que o compra de navios com GNL são “cerca de 63″ para este ano (no final de 2021, havia ocorrido cerca de 70). Embora não o tenha expressado, eEssas compras, dependendo de quando forem feitas, exigirão mais dólares do que o projetado.

O funcionário estrelou na última quinta-feira em um novo capítulo da Frente de Todos, quando foi enviada uma carta ao Ministro da Economia, Martín Guzmán, em que, em termos duros, alertou para a falta de fundos para pagar as compras externas de gasóleo e gás em março e alertou para a falta de abastecimento caso a situação não se altere. Então ele baixou o tom.

Os valores do GNL em diferentes mercados fortemente afetados pelo impacto da guerra Rússia x Ucrânia.  (Foto: GNLGlobal)
Os valores do GNL em diferentes mercados fortemente afetados pelo impacto da guerra Rússia x Ucrânia. (Foto: GNLGlobal)

Negociações para compra de gás da Bolívia

De outros frente aberta O que o governo tem que alcançar o gás suficiente para o inverno é o contrato de 20 anos com Bolívia. No ano passado, o país vizinhoinjetado aos gasodutos argentinos perto 14 milhões de metros cúbicos por dia, a uma média de US$ 7,75 MMBTU.

A Argentinaa busca que pelo menos o fornecedor mantenha o volume para este inverno, mas as autoridades bolivianas avisaram que deveriam cortar o valor, dada a queda na produção de gás e o contrato que também têm com o Brasil.

Martinez afirmou que a negociação continua e que espera atingir o volume máximo possível. “Pedimos 14 milhões de metros cúbicos por dia no inverno. Eu não acho que eles vão conseguir, mas vamos ver qual é o melhor número que podemos obter. Precisamos que seja mais de 10 milhões de metros cúbicos por dia. A questão do preço não é o problema, chegamos a uma situação em que o que precisamos é de fornecimento de gás”, disse em entrevista ao jornal Rio Preto.

O secretário de Energia, Darío Martínez, calculou que este ano serão adquiridos 63 navios de gás liquefeito para suprir 30% da demanda de inverno.
O secretário de Energia, Darío Martínez, calculou que este ano serão adquiridos 63 navios de gás liquefeito para suprir 30% da demanda de inverno.

Uma “troca” de petróleo Vaca Muerta por gás?

Outra alternativa para contornar o gargalo que surgiu nos últimos dias dá conta de uma intercâmbio que teria sido oferecido comerciantes a partir de GNL para petróleo de Vaca Morta. Os diretores da IEASA, empresa encarregada de licitar a importação de gás, sondaram os principais licitantes sobre a possibilidade de recorrer a uma espécie de troca.

A operação não prosperou, segundo o site especializado Econojournalpelo que o Governo permanece na procurar alternativas que lhe permitam obter GNL necessário para o inverno.

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Até agora, a IAESA, antiga Enarsa, lançou um único concurso para aquisição de gás liquefeito. Foi no final de Janeiro e como “teste” de mercado. Naquela época, sem o impacto da guerra Rússia-Ucrânia, foi licitado um navio ao preço de US$ 27 por MMBTUvalor que a partir desse momento não parou de subir.

O passado 8 de marçoem plena escalada de preços, iam ser abertos os envelopes para o terceiro concurso, algo que aparentemente ficou sem solução por causa dos altos valores.

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