“Eu estava preocupado.” Esposa descreve o que desapareceu no naufrágio a caminho de Noronha e falou sobre a viagem

Com informações do repórter Emerson Pereira da TV Jornal

Elozine Campos, esposa do capitão do navio que afundou nesta quarta-feira (22) a caminho do arquipélago Fernando de NoronhaEla relatou a última conversa que teve com o marido. Por telefone, Ivanildo Ferreira Campos, 65, disse estar “preocupado com o clima” tornando o mar perigoso com ondas agitadas. Ele continua desaparecido junto com outros três membros da tripulação.

“Só falei com ele uma vez ontem e ele disse que o barco estava bom, mas estava preocupado com o clima porque as ondas estavam muito fortes. Ele me pediu para rezar para que ele fizesse uma boa viagem porque o mar era perigoso”, disse a mulher ao jornal jornal de TV na manhã desta quinta-feira (23).

O navio “Thais IV” partiu Porto do Recife às 14h20 desta terça-feira (21) com 100 toneladas de cargas diversas para abastecer a ilha e deve chegar ao destino por volta das 6h desta quinta-feira (23). Porém, afundou por volta das 4h30 desta quarta-feira (22) a cerca de 111 km de Cabedelo, na Paraíba.

Quatro pessoas foram resgatadas até agora – o marinheiro de máquina, dois marinheiros de convés e o cozinheiro. Eles foram levados ao porto do Recife no navio mercante “Nazenin” na manhã desta quinta-feira (23).

De acordo com a Marinha do Brasil, os náufragos resgatados aparentavam “boa saúde” e foram encaminhados para avaliação médica.

Quando a família do comandante soube do naufrágio, eles vieram de Natal nos EUA grande rio do norte, onde mora, e chegou ao Porto do Recife por volta das 7h desta quinta-feira para obter informações. A esposa de Ivanildo, um casal de filhos e a nora não podiam entrar e passavam horas do lado de fora. A filha do homem, Rayssa Campos, ficou indignada.

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“Senti saudades do meu pai, sem notícias. Não sabemos o que realmente aconteceu. É uma agonia. Só ficamos sabendo do acidente porque vimos nas redes sociais, ninguém nos ligou para avisar o ocorrido. Queremos Coincidentemente, para descobrir se há alguma chance de ele estar vivo”, disse ela.

A empresa responsável pelo barco, a Jaqueline Transportespor outro lado, afirma acompanhar a busca e ajudar os resgatados. “Desde ontem estamos em contato com a Marinha para esclarecer, para tentar salvar toda a tripulação”, disse o gerente de operações Bartolomeu Aguiar.

O Comandante está no mar desde os 18 anos, quando ingressou na marinha do brasil. Mesmo após a aposentadoria, ele decidiu continuar trabalhando. “O mar sempre foi a paixão do meu pai, mesmo quando estava de folga ia todos os dias à praia. Ele amou.

Ainda acostumado com o trabalho, Ivanildo já havia contado ao filho Eriberto Campos que naufragou “rota perigosa”. “Principalmente quando chove, porque a visibilidade é muito ruim.” Apesar disso, o filho disse que “o barco foi atendido em Natal na semana passada porque estava com problemas”.

A Força Aérea Brasileira continua as buscas na região com duas aeronaves nesta quinta-feira (23). A Marinha do Brasil informou que “foi instaurada uma investigação para apurar as causas e circunstâncias do ocorrido”.

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