Evento em São Paulo comemora 100 anos do rádio no Brasil

A celebração reuniu 25 emissoras e artistas consagrados para marcar o 100º aniversário

Banco de imagens/Pixabayrádio
O evento reuniu emissoras para comemorar 100 anos do rádio no Brasil

Na quarta-feira, 23, um grande evento em São Paulo celebrou a Centenário da Radiodifusão no Brasil. Nos últimos 100 anos, as ondas de rádio encheram a vida dos brasileiros com novelas, músicas e notícias. Com o advento da televisão na década de 1950 e da internet no final do século 20, muitos diziam que o rádio estava com os dias contados, mas ele se adaptou e se reinventou diante das novas tecnologias. “Mais importante do que olhar para trás é olhar para frente. O rádio está sempre presente, saiu da sala, foi para o quarto e agora é multiplataforma. É companheirismo, amizade e serviço. A rádio tem capacidade de empatia… e tem conseguido informar, proteger as pessoas e ser uma conselheira durante a pandemia”, elogiou Rodrigo Neves, presidente da Associação de Rádios de São Paulo.

A menino panela foi pioneira, 20 anos separam o primeiro programa de rádio do Brasil e a fundação da emissora. o líder do grupo, Tutinha Carvalho, lembrou o pioneirismo da emissora nessa história: “Inovadora como sempre, a Jovem Pan começou colocando uma imagem no rádio e hoje todas as rádios do Brasil fazem o mesmo. Estou muito orgulhoso de ter começado isso e todo mundo está fazendo o mesmo. Eu torço no rádio, torço pelos meus concorrentes e quero que o rádio seja bom. O rádio nunca vai morrer e está mais vivo do que nunca e interage fortemente com a internet.”

O executivo da 89 FM Rádio Rock Júnior Camargo concordou com a originalidade do Grupo Jovem Pan e afirmou a eternidade do rádio. “Observamos muito o que a Jovem Pan está fazendo e é sinônimo de futuro. Eu me admiro muito e acho que essa é uma oportunidade para o ouvinte consumir rádio de várias maneiras. Até brincamos que o rádio será o veículo que anuncia o fim do mundo, estaremos lá até o fim”, explicou.

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Em uma noite não competitiva, 25 emissoras se reuniram para celebrar o Memorial Day. Dinho Ouro Preto foi um dos artistas presentes no evento, destacando a importância do rádio no desenvolvimento do Capital Inicial. “Quando começamos em Brasília, o objetivo era chegar às rádios. E foi uma jornada árdua para chegar lá, chegamos às rádios da universidade e aos poucos as coisas foram subindo. E hoje, as rádios que fazem parte da festa são parceiras da Capital há décadas. A data é 100 anos desde a primeira transmissão, o Capital Inicial é 40!”.

O cantor do grupo Pixote, Dodô, também agradeceu às rádios por promoverem sua carreira. “Em 1995 ‘Brilho de Cristal’ foi a primeira música a ser tocada no rádio e depois desses 30 anos de Pixote é só no rádio. O rádio faz parte da nossa história e fará ainda mais. Antigamente era preciso tocar no rádio para entrar na TV, então para nós fez toda a diferença”, lembra. Victor KleyEle, que também foi uma das atrações, se emocionou ao falar sobre os 100 anos: “Tenho histórias muito bonitas. Um diretor de rádio do Rio Grande do Sul até fez uma piada porque eu despertei a vizinhança, a família e os amigos para pedir para tocar. Encheu seu bolso. O desejo de estar lá, nada vai superar isso. Quando toco no rádio, meus olhos se enchem de lágrimas de alegria porque é um selo de que estamos no caminho certo. Quando a música toca no rádio, parece que vai melhorar.”

*Com informações da repórter Nanny Cox

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