Forças de segurança iniciam limpeza da BR-163 no MT

Na manhã desta terça-feira (22/11), a Brigada de Crise da Secretaria de Estado de Segurança Pública realizou operação na BR-163, em Lucas do Rio Verde (MT), a 360 quilômetros de Cuiabá, para desobstruir os trechos interditados pela rodovia .

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), a operação começou às 6h com a retirada de toda a estrutura montada nas laterais da pista. Até o fim da manhã, 18 pontos em rodovias estaduais, federais e municipais haviam sido liberados (ver lista abaixo)🇧🇷

Segundo a SSP, apenas um trecho da BR-070 na saída Primavera do Leste para Campo Verde ficará fechado. No entanto, equipes já foram mobilizadas para desobstruir o local. Ainda há bloqueios parciais em oito pontos e conurbações em 12 localidades.

O governador em exercício, Otaviano Pivetta, disse que as forças de segurança do estado estão trabalhando juntas desde o início das manifestações no final de outubro.

“No entanto, no último sábado (19) tivemos uma mudança no perfil do movimento com ataques criminosos nas rodovias da BR-163. Por isso, as forças de segurança iniciaram nesta terça-feira operações de desobstrução de todas as rodovias do estado. O governo vai agir para manter a ordem e garantir o direito de ir e vir dos cidadãos”, disse o governador.

MT: Grupo armado queima veículos em concessionária; Vídeo

O gabinete de crise é formado pela polícia militar, polícia civil, corpo de bombeiros, perícia oficial e identificação (Politec), polícia rodoviária federal, polícia federal e serviços de inteligência.

O governo do Mato Grosso ordenou o uso de tropa de choque da Polícia Militar para desobstruir as rodovias federais do estado

ataque no fim de semana

O governo do Mato Grosso do governador Mauro Mendes (União Brasil) decidiu nesta segunda-feira (21) enviar tropa de choque da Polícia Militar para desobstruir as rodovias federais do estado, onde se concentram as manifestações que pedem intervenção. A decisão ocorreu após um grupo armado atacar uma base na BR-163 na noite de sábado (19).

Em nota divulgada no domingo, o governo do Mato Grosso chamou as ações do grupo armado de “repreensíveis” e descreveu os manifestantes como vândalos. Segundo o governo estadual, os planos de contenção dos manifestantes estão em andamento junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

concentração de fechaduras

Novo boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na manhã desta terça-feira (22/11) aponta que há 18 bloqueios e interdições no país, todos centrados no Mato Grosso. Os crimes estão sendo cometidos por manifestantes que protestavam contra o resultado das eleições e a favor da intervenção militar.

Segundo a empresa, as intervenções serão realizadas nos seguintes municípios: Campos de Júlio, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Sapezal e Sorriso.

Ao todo, 1.236 manifestações foram revertidas pelo grupo desde o início dos protestos, logo após o resultado do segundo turno, em 30 de outubro.

Veja a lista de rodovias liberadas de acordo com a SSP-MT:

  • BR 174 – Comodoro
  • BR 163 – Sinop
  • MT 140 – Sinop
  • MT 320 – colisores
  • BR 174 – Pontes e Lacerda
  • BR 174 – Conquista D’Oeste
  • MT – Campos de Júlio
  • Estrada Municipal de Alta Floresta
  • BR 364 – Rondonópolis
  • BR 163 – Nova Mutum
  • BR 163 – Lucas do Rio Verde
  • BR 364 – Diamantino (ponto 1)
  • BR 364 – Diamantino (ponto 2)
  • BR 163 – Sorriso
  • BR 158 – Água Boa
  • MT 240 – Água Boa
  • MT 242 – Querência
  • MT 010 – Ipiranga do Norte

Mobilização do PRG

Na segunda-feira (22 de novembro), o procurador-geral da República, Augusto Aras, se reuniu com o procurador-geral da República, Anderson Torres. O objetivo da PGR era solicitar apoio para desmantelar os bloqueios nas rodovias federais montados por bolsonaristas descontentes com o resultado das eleições presidenciais.

O encontro ocorreu após a convocação da Comissão Permanente de Ação Coordenada para Prevenção e Resolução de Crises e Conflitos (Cpac) para discutir o fechamento de vias.

O Ministério das Relações Públicas (MPF) avalia que as forças da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além da Polícia Militar, não são suficientes para conter o avanço dos manifestantes nos estados federais.

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