Guerra Rússia-Ucrânia: cobertura ao vivo, um salvo-conduto para jornalistas que estão na zona vermelha

Em Luskt, uma cidade de médio porte localizada no noroeste da Ucrânia, o nível de suspeita e alerta é alto em meio à guerra, sob a suspeita de que os russos se infiltram para fazer ações de inteligência ou sabotagem.

Ao verem o veículo que transporta a equipe de TN ao longo da avenida principal, por onde se entra na vila, não são poucos os que se voltam.

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Há uma van identificada com um cartaz “imprensa” no pára-brisa que modifica a habitualidade dos vizinhos. Já houve duas recusas das autoridades em tirar fotos em locais públicos.

A um quarteirão da estação ferroviária central, um edifício imponente onde termina a avenida, a equipe liderada por Nelson Castro se instala para uma conexão ao vivo com o sinal de notícias de Buenos Aires.

Na rua, suspeitos de infiltrados russos, ucranianos pedem identificação

Nesse momento, um homem baixo de jaqueta preta se aproxima decisivamente. Está um pouco mais de 5 graus e não há notícias do sol. O homem começa a falar com um tom infelizmas a linguagem impossibilita a troca.

Ele se afasta irritado. Mas ele vai voltar. E ele não vai fazer isso sozinho. Em sua segunda tentativa, ele chega ladeado por quatro membros da força ucraniana, em uniformes camuflados e chapéus verdes de inverno.

Claro, os soldados carregam seus respectivos AK-47, as clássicas armas longas que cruzam seu corpo na diagonal, sempre prontas para serem disparadas. O homem aponta.

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Os membros do exército pedem que a equipe se identifique. Enquanto Nelson continua com sua transmissão ao vivo comandada pelo cinegrafista Osvaldo Berisso, os outros dois enviados de TN Eles tentam contornar o controle.

O pedido já é conhecido. Passaportes e credenciais. É repetido pelo menos duas vezes por dia para estrangeiros em território ucraniano. Às vezes, torna-se um processo complicado ou extenso.

Três mulheres caminham pelas ruínas da cidade ucraniana de Volnovakha, bombardeada por tropas russas.  (Foto: Reuters/Alexander Ermochenko)
Três mulheres caminham pelas ruínas da cidade ucraniana de Volnovakha, bombardeada por tropas russas. (Foto: Reuters/Alexander Ermochenko)

Essa busca traz uma novidade, da qual esses trabalhadores já haviam sido alertados por alguns colegas. Os carimbos de todos os passaportes são verificados detalhadamente.

O medo dos soldados e cidadãos locais está na possibilidade de encontrar Infiltrados russos posando como jornalistas e revelar informações confidenciais sobre a distribuição de defesas.

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A situação fica mais difícil quando o responsável pela operação encontra alguns carimbos russos em um passaporte. São antecedentes da Copa do Mundo de 2018. Dessa forma, a desconfiança cresce. Então há uma forma de demonstrar, com força, que o que está sendo feito é uma transmissão.

A chance de ver TN ao vivo nas diferentes plataformas verifique o que está tentando explicar. É a expressão máxima da frase repetida: “Uma imagem vale mais que mil palavras”. Especialmente quando essas palavras são cruzadas em diferentes idiomas. É o salvo-conduto.

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