Guerra Rússia vs. Ucrânia: Claudio Spinelli assinou contrato com Lanús depois de fugir da guerra

Cláudio Spinellium dos jogadores de futebol argentinos que teve que deixar a Ucrânia devido à guerra com a Rússia, assinou nesta quinta-feira um contrato com Lanus. O vínculo é até 30 de junho, embora possa ser estendido se a situação da guerra não mudar.

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“Claudio Paul Spinelli é o novo reforço de Garnet para esta temporada”, anunciaram nas redes sociais da equipe do sul de Buenos Aires sobre a chegada do atacante de 24 anos, cujo passe pertence a Oleksandria.

Lanús anunciou Claudio Spinelli como reforço.  (Foto: Twitter de @clublanus)
Lanús anunciou Claudio Spinelli como reforço. (Foto: Twitter de @clublanus)

Spinelli chegou à Argentina em 3 de março depois de fugir da Ucrânia via Polônia, país ao qual chegou depois de caminhar 40 quilômetros em direção à fronteira. “Foi o maior desafio da minha vida”, disse ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Ezeiza.

Protegido pela permissão concedida pelo FIFA para que os jogadores e treinadores que trabalham na Ucrânia, Rússia e Bielorrússia pudessem suspender momentaneamente seus contratos com seus clubes para jogar em outras ligas, o ex-Tigre, San Martín de San Juan, Argentinos Juniors e Gimnasia y Esgrima La Plata tiveram a possibilidade de organizando sua chegada a Lanús.

O drama que Claudio Spinelli viveu para fugir da Ucrânia

O atacante argentino Claudio Paul Spinelli viveu um verdadeiro drama ao deixar a Ucrânia após a eclosão da guerra com a Rússia. O jogador mudou-se para Polônia por terra depois de quase 48 horas de viagemque incluiu uma longa viagem de ônibus e outro trecho a pé. Uma vez lá, ele conseguiu pegar um avião para Paris França.

Assim que chegou à Argentina, deu detalhes do que viveu. “Foi tudo muito estressante. Não podíamos acreditar no que estávamos vivenciando. Muitas coisas feias são vistas lá na fronteira. É uma experiência que espero nunca mais viver na minha vida. Não desejo isso para ninguém”, disse ele há algumas semanas em entrevista ao A rede.

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Spinelli que precisou caminhar 20 quilômetros para chegar à fronteira com a Polônia: “Tudo sobre as fronteiras está muito desmoronado. Muito mal organizado. Havia tanta gente de vários países que era impossível sair. Eu estava totalmente resignado. Eu já tinha decidido que tinha que dormir na rua. Uma garota me salvou, não sei como”, lembrou.

Então ele continuou: “O clube nos levou para uma cidade. De lá, fomos para uma fronteira no carro do tio de um colega meu. Na fila de carro você pode ficar dois ou três dias. Foram 40 quilômetros. Os carros não se moviam. Foi louco”.

Spinelli jogando na Ucrânia pelo clube Oleksandria.  Foto: Oleksandria FC
Spinelli jogando na Ucrânia pelo clube Oleksandria. Foto: Oleksandria FC

Além disso, agradeceu Marcelo Mendeztécnico da seleção argentina de vôlei e da Asseco Resovia SA da Polônia: “Falei com ele e agradeci pela atitude de me ajudar, mas foi muito difícil. Uma polonesa me salva a verdade. Você tinha que atravessar a fronteira sim ou sim com o carro, estava tão desabado que só passavam crianças e mulheres. Havia gente da África, da Índia, todos os estrangeiros que você possa imaginar. É muito provável que eles continuem lá”, lamentou.

O atacante de 24 anos também narrou o reencontro com a esposa: “O reencontro com minha esposa foi a motivação que tive na caminhada que foi uma loucura. Era um abraço que eu precisava. Quando as bombas começaram, ela estava pousando em Paris. Ele estava a horas de ir para Kiev. Se eu pousasse em Kiev, ainda estaria lá, estou totalmente convencido. Nós nos salvamos por horas.”

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