Guerra Ucrânia – Rússia, última hora ao vivo hoje | Putin lança mísseis hipersônicos na Ucrânia

A OTAN expõe seu grande medo na guerra

Depois de chamar o governo ucraniano de “neo-nazista”, a Rússia acusou a Ucrânia de laboratórios biológicos próprios financiado pelos Estados Unidos para o desenvolvimento de armas biológicas. Mas agora a bola cai na outra quadra depois que nesta sexta-feira a vice-secretária-geral adjunta para a diplomacia da OTAN, Carmen Romero, expressou a O medo da OTAN de que a Rússia use armas biológicas e químicas na invasão da Ucrânia.

Ao mesmo tempo, Romero descartou que neste momento haja sinais de uma ameaça nuclear. “O nosso medo é que a Rússia fabrique um pretextouma operação de bandeira para dizer que a Ucrânia usou armas biológicas e químicas”, disse Romero em La Sexta.

No entanto, ele reconheceu que o Ocidente está em uma “situação imprevisível. Por isso, Romero acredita que é “muito importante” dizer a Putin para não “nem pensar” em usar armas nucleares e demonstrar a “unidade” da Aliança Atlântica com as políticas de dissuasão na Ucrânia.

O papel da OTAN no conflito

Embora Romero acredite que a Rússia não tentará invadir a Polônia porque pertence à Otan, ele teme a posição “vulnerável” de outros países, como Moldávia e Geórgia. A Rússia está ciente do perigo de atacar um estado membro da OTAN (se isso acontecer, o Kremlin teria “trinta países por trás dele”, segundo a própria Romero). Daí sua recusa de adesão dos países vizinhos à Aliança.

Por exemplo, o embaixador russo na Bósnia Herzegovina, Igor Kalbukhov, alertou esta quinta-feira que Moscou reserva uma resposta caso o país balcânico (Bósnia) decida aderir à OTAN, algo que Sarajevo condenou como uma “clara ameaça”. Um dos maiores pontos de desacordo entre a Rússia e a Ucrânia é que esta última quer aderir à OTAN, algo que Moscou rejeita veementemente.

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Mas para Romero, a ideia da Ucrânia aderir à OTAN é uma desculpa” por Putin, um presidente que “nunca” aceitou que países que faziam parte da União Soviética se aproximassem de uma aliança de segurança. Sobre a possível adesão da Ucrânia à OTAN, Romero afirmou que quando a guerra começou não estava planejado que ele entraria na Aliança “imediatamente” porque você tem que cumprir exigências e fazer reformas internas. “Eu não ia entrar na OTAN a médio prazo”, insistiu.

A guerra na Ucrânia será “um longo conflito”

Se a guerra continua é porque não há acordo entre Moscou e Kiev. As exigências de Putin são desproporcionais para a Ucrânia, que ainda não cedeu, e apesar de Oleksiy Arestovich, assessor do presidente da Ucrânia, ter apontado que o fim do conflito pode chegar em maio, o cenário não é tão positivo. A própria Romero explicou no Public Mirror que o conflito vai se espalhar: “Temos que estar preparados para um longo conflito. A Rússia não tem intenção de diminuir a escalada, continua a reagrupar forças militares e até transfere tropas enviadas em outros países para a Rússia a caminho da Ucrânia.

Não há nenhum sinal que nos diga que Putin vai acabar com este conflito quanto antes”, explicou o vice-secretário adjunto da NATO. Além disso, Romero garantiu que a Aliança “Ele vai continuar aumentando sua pressão” para a Rússia e sublinhou a importância da cimeira da NATO na próxima quinta-feira e da cimeira entre os Estados Unidos e a União Europeia a realizar no mesmo dia, 24 de março.

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