Intervenções terapêuticas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista em debate

Discutir as intervenções terapêuticas disponíveis para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse é o objetivo da audiência pública que a Comissão de Saúde e Saneamento realizará nesta quarta-feira (20/4), às 13h, no Plenário Helvécio Arantes. A conversa visa proporcionar conhecimento sobre autismo e saúde e deve contar com a presença de especialistas, representantes de entidades que tratam do assunto, além de pessoas já diagnosticadas com TEA e familiares que acompanham o dia-a-dia de quem viver. com a bagunça. A audiência será transmitida ao vivo pelo Portal do CMBH e a população poderá participar enviando dúvidas e/ou sugestões por meio de um formulário.

O autismo não é uma doença.

A pedido da conselheira professora Marli (PP), o encontro acontece no mês de visibilidade do Transtorno do Espectro Autista, e a intenção é ampliar o debate e promover a conscientização sobre o tema. Para o parlamentar, cujo trabalho se concentra em pacientes raros, o debate também deve contribuir para a desconstrução dessa condição como algo incapacitante. “O autismo não é uma doença. Doença você toma remédio e melhora. É uma condição que varia até de pessoa para pessoa”, destacou o parlamentar, lembrando que, no encontro, pessoas com autismo (artista e escritor) vão dar seu depoimento.

O Transtorno do Espectro Autista é uma condição de indivíduos, sejam crianças ou adultos, com comprometimento do neurodesenvolvimento, linguagem e comportamento adaptativo, social e repetitivo. Apesar de não ser incapacitante, a condição requer esquemas de tratamento que devem ser estabelecidos assim que o diagnóstico é feito, e o atendimento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, envolvendo médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos. , além de um guia essencial para pais ou cuidadores.

Entre os participantes do debate desta quarta-feira estão a ativista da causa das pessoas com deficiência e mãe de uma pessoa com TEA, Catiane Ferreira Gomes; a escritora e estudante de psicologia, Michelle Malab; o artista plástico e autista Ernane Alves; e a presidente da Associação de Apoio a Nossa Senhora das Graças (Agraça), Maristela Ferreira.

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Números e consciência

No Brasil não há dados estruturados sobre o assunto, mas o Conselho Nacional de Saúde (CNS) cita estatísticas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), uma agência do governo dos EUA que diz que há uma criança com autismo no mundo para cada 110 crianças não autistas. Assim, estima-se que esse número possa chegar a 2 milhões de autistas no país.

A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o dia 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Em BH, no dia 1º, a fachada do prédio da Prefeitura foi iluminada de azul, com o objetivo de promover uma mensagem inclusiva à sociedade em relação aos autistas. O vereador Marcos Crispim (PSC) foi o autor da proposta que solicitava a participação do CMBH na campanha de conscientização, cujo lema em 2022 é ‘O lugar do autista é em todo lugar’.

O sujeito é o objeto de atenção.

Além de aderir à campanha com a iluminação da fachada, esta legislatura, no sentido de garantir os direitos dos autistas, apresentou propostas como o Projeto de Lei 168/2021, do vereador José Ferreira (PP), que estará em tramitação no 2ª rodada, e prevê o caráter permanente do laudo que diagnostica o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A Câmara também apresentou, durante esta legislatura, pedidos de informações e indicações ao Executivo em relação aos transtornos do espectro autista. O fechamento das unidades de ensino em 2021, por conta da pandemia, e a previsão de retorno às aulas em relação ao acompanhamento de alunos com Transtorno do Espectro Autista foram objeto de pedido de informações da Secretaria Municipal de Educação. Os vereadores também apresentaram, este ano, uma candidatura ao prefeito sugerindo a reserva de vagas na via pública para estacionamento e parada de veículos que transportam pessoas com autismo. No ano passado foi apresentada ao prefeito mais uma Indicação que sugeria o uso da musicoterapia como tratamento complementar para pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

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Superintendência de Comunicação Institucional

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