Lira defende as emendas do relator e diz que o Congresso “não vai recuar um centímetro” em suas prerrogativas.

O presidente da Câmara considerou um equívoco um eventual retrocesso nas verbas da Câmara, destacando que os deputados têm um conhecimento mais amplo das necessidades regionais do que um futuro ministro

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados – 26/04/2022Artur Lira
Arthur Lira (PP-AL) é deputado federal e prefeito interino

O Presidente da Câmara dos Deputados, Artur Lira (PP-AL), nesta segunda-feira, 21, participou do painel patrocinado Encontro de Valor 2022, promovido pela Associação Brasileira de Atacadistas e Comerciantes (Abad), e defendeu as emendas do relator. Segundo o representante da Câmara dos Deputados, o Congresso Nacional não deve se desvincular de suas atribuições constitucionais. “Fizemos algum progresso nas prerrogativas das quais abrimos mão ao longo dos anos. A nossa luta em Brasília é que esses privilégios cresçam, que o limite constitucional seja atingido e não avance um milímetro nem retroceda um milímetro”, afirmou. O parlamentar também destacou que os deputados federais poderiam trazer seus conhecimentos regionais e, portanto, o pagamento de emendas era “municipal, amplo e democrático”. 🇧🇷[O ministro] Tendo que decidir por si mesmo se esse recurso vai para Coité do Nóia, em Alagoas, ou para Alagoa Grande, na Paraíba — e conheço bem o interior do Nordeste porque fazia muita vaquejada — o ministro não tem essa sensibilidade. Essa escolha é arbitrária, por pressão do deputado, que muitas vezes tinha que ficar 5 ou 6 horas sentado na ante-sala do ministro, pasta debaixo do braço, e pedidos para dizer: “Minha comunidade precisa de saneamento, uma rua, uma casa, Água Ela precisa de uma escola, de um jardim de infância”, refletiu.

As emendas do relator, que vinham sendo cobradas desde 2020, viraram alvo de críticas de figuras da oposição. Durante a campanha presidencial, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a medida e acusou o aparelho de corrupção. “O orçamento é sigiloso porque a destinação desses recursos é mantida em sigilo. Mas todo mundo sabe para onde vai o dinheiro: fraudes e desvios”, disse o PT em entrevista a um programa de TV. Lira, por sua vez, defende a imposição da mudança, obrigando o Executivo a pagar as notas dos parlamentares. Atualmente, os parlamentares indicam e o governo decide se os recursos prometidos serão liberados ou não. 🇧🇷[Em] Em todos os países mais desenvolvidos, a família como um todo é simplesmente imponente. Após a discussão do parlamento, o executivo tem que cumprir as prioridades discutidas pelo povo […] Tudo [no Congresso] representam parte da população, todos têm a legitimidade das urnas”, finalizou.

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