Michelle Bolsonaro disse que Deus provaria que Ribeiro é justo e honesto

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que ia botar a cara no fogo por Milton RibeiroA primeira-dama Michelle Bolsonaro disse ter muita fé no então secretário de Educação, que era amigo dela e pastor presbiteriano.

Ela também disse que Deus provaria que Milton Ribeiro é “uma pessoa justa e honesta”.

O religioso foi preso na manhã de hoje (22)acusado de comandar um esquema de corrupção com recursos do MEC.

Michelle emitiu um comunicado em 28 de março, logo após Ribeiro ser afastado de seu cargo, dizendo que tinha grande fé no pastor presbiteriano. Ela disse que ainda não discutiu o assunto com o marido. No entanto, ele afirmou que Deus “provará que ele [Ribeiro] é um homem honesto.”

“Posso dizer que amo a vida dele, ok!”, acrescentou a primeira-dama.

O presidente chegou a declarar em 24 de março que havia “derramado o fogo” em defesa do então ministro da Educação. A declaração foi feita em meio a notícias de pastores cobrando propina para liberar recursos da região para as congregações.

“É raro eu falar aqui. Eu coloquei fogo no meu rosto por Milton. Incendiou meu rosto inteiro por Milton. Você está cometendo covardia com ele”, disse Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Na véspera de Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão também elogiou Milton Ribeiro e lhe mostrou confiança.

“Ele (Milton) é uma pessoa honesta. Ele tem honestidade e propósito. Ele é uma pessoa extremamente educada, cautelosa sobre as coisas. Então acho que ele precisa esclarecer melhor essa situação para chegar a uma conclusão sobre o que realmente aconteceu”, disse Mourão em entrevista no então Palácio do Planalto.

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Agentes também prenderam pastores ligados a Bolsonaro

Milton Ribeiro e Pastores, suspeitos de comandar uma agência do Ministério da Educação e liberar dinheiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), são alvos da operação lançada pela PF na manhã desta quarta-feira.

Agentes cumprem mandados de busca e apreensão nos endereços de Ribeiro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos – os dois últimos vinculados ao presidente Bolsonaro e apontados como lobistas que trabalhavam no MEC.

Depois que o escândalo em torno do chamado gabinete paralelo do MEC ficou conhecido, o governo federal ordenou sigilo sobre as visitas de Moura e Santos a Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Mesmo sem cargo público, os dois pastores teriam ganhado espaço no MEC ao escolher quais prefeituras receberiam recursos do FNDE, segundo pesquisa encomendada por Bolsonaro.

Em troca da liberação de recursos públicos, os prefeitos tinham que pagar propinas. Em um caso, segundo o prefeito, um dos pastores exigiu ouro como pagamento.

Os recursos vêm do FNDE, órgão do MEC controlado por políticos do Centrão, bloco político que apoia Bolsonaro desde que foi ameaçado com uma série de moções de impeachment, e para esse apoio em troca de cargos e transferências recorreu a verbas federais . . .

O fundo agrega recursos federais destinados a repasses aos municípios.

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