Ministros que se tornam candidatos trabalham até 30 de junho

Ministros que se tornam candidatos trabalham até 30 de junho

Presidente Jair Bolsonaro e ministra Tereza Cristina falam durante cerimônia no Palácio do Planalto

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – A primeira reunião ministerial do ano nesta quinta-feira definiu que os ministros que concorrem às próximas eleições preencherão seus cargos até o dia 30 deste mês e as substituições serão majoritariamente internas, disseram à Reuters que perseguida.

Pelo menos oito ministros devem deixar o governo, número anunciado pelo próprio presidente Jair Bolsonaro na semana passada, para se candidatarem ao Senado ou aos governos estaduais. O embargo termina em 2 de abril, seis meses antes das eleições.

Ainda não está claro quem o sucederá. Enquanto o presidente e uma ala do governo defendem a ideia de manter os atuais secretários executivos como titulares de pasta, a pressão por nomeações políticas é alta.

A intenção de Bolsonaro seria evitar competição política por cargos em ano eleitoral. Mas os partidos de base querem manter ou expandir sua margem de manobra no governo.

“Há uma corrente no governo que defende a escolha de nomes políticos”, disse uma das fontes.

Por isso o presidente ainda não teria batido o martelo em várias pastas.

Estão na lista os ministros do Trabalho Onyx Lorenzoni, da Cidadania João Roma e da Infraestrutura Tarcísio de Freitas, candidatos aos governos do Rio Grande do Sul, Bahia e São Paulo, respectivamente.

Quanto aos candidatos ao Senado, o ministro do Turismo Gilson Machado, que disputará a vaga em Pernambuco, para Agricultura, Tereza Cristina, candidato em Mato Grosso do Sul, para Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, no Rio Grande do Norte, e de da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, no Distrito Federal.

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, também deve concorrer ao Senado. A intenção original do presidente Jair Bolsonaro era que isso acontecesse no Amapá, segundo uma fonte, mas o ministro expressou dúvidas de que não tivesse relação com o Estado.

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, provavelmente será incompatível. O general da reserva é apontado como candidato ao cargo de vice-presidente no lugar do atual vice-presidente Hamilton Mourão, com quem Bolsonaro não se deu bem durante o reinado.

Segundo essa fonte próxima ao presidente, ainda não há definição de vice, mas o nome do secretário de Defesa é atualmente o mais forte. Bolsonaro resiste a um nome político que não é de sua absoluta confiança, e o nome Braga Netto continua sendo o mais forte, mesmo com alguma oposição da ala política do governo.

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