Nunes e Bolsonaro assinam acordo encerrando disputa do Campo de Marte após 90 anos

O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) e o presidente Jair Bolsonaro assinaram na tarde desta quinta-feira, 17, o acordo que encerra a disputa de mais de 90 anos pela propriedade do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. “É um acordo histórico, importante para a cidade. Leva a cidade a outro patamar para aumentar o investimento”, disse o chefe do Poder Executivo de São Paulo em áudio transmitido ao Conselho Municipal de Saúde Estao.

De acordo com as informações divulgadas sobre o acordo, o sindicato passou a deter definitivamente a maior parte do Campo de Marte (incluindo o aeroporto) e não precisa indenizar o município pelo uso do terreno (valor estimado de até R$ 49 bilhões) . A prefeitura, por outro lado, deixará de pagar uma dívida de cerca de R$ 24 bilhões e terá uma área de cerca de 200 mil metros quadrados, que incluirá também uma reserva natural que poderá ser convertida em parque.

Nunes viajou para Brasília logo após a Advocacia Geral da União (AGU) divulgar a assinatura do acordo, acertado em uma reunião entre o prefeito e o presidente em dezembro. A nomeação não estava em sua agenda.

Em dezembro, a Câmara Municipal aprovou o acordo em segunda votação por 14 votos contra. Os conselhos da oposição na época criticaram a liberação sem ter uma estimativa real do valor da dívida do sindicato com o município. “Ele liquida uma dívida de R$ 24 bilhões que estamos trocando por um processo não reclamado que existe desde 1958”, disse Nunes.

O país situado a norte inclui o aeroporto, bem como um hospital, aldeia e outras instalações relacionadas com as forças armadas. A disputa pela área já dura 90 anos – desde que o governo de Getúlio Vargas tomou posse do local em 1932, levando a uma batalha judicial que começou em 1958. Em uma decisão recente, o STJ reconheceu a propriedade da cidade de Saal.

conforme relatado por Estao, o acordo foi negociado durante meses por Bruno Covas e depois por Nunes, em encontro presencial entre o atual prefeito e o presidente Jair Bolsonaro em dezembro. De acordo com o município, o acordo liberará R$ 3 bilhões por ano no orçamento do município (parcela que está sendo paga pelo governo para reduzir a dívida com o sindicato).

Em 9 de dezembro, o Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar a forma como foi alcançado o acordo para “resolver supostas irregularidades na atuação do Município de São Paulo na celebração de acordo judicial de rescisão”. disputa pelo terreno onde está localizado o Aeroporto Campo de Marte”, explica Karyna Mori, 6ª Promotoria de Patrimônio Cívico e Social.




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