O Talento e Atuação do Gênio Irandhir Santos no Pantanal

Irandhir Santos como José Lucas no Pantanal (Foto: TV Globo)Irandhir Santos como José Lucas no Pantanal (Foto: TV Globo)

Benoît Magimel interpreta Benjamin em Enquanto Vivo, um filme francês dirigido por Emmanuelle Bercot que estreia aqui em breve. Como professor de teatro, prepara um pequeno grupo de jovens para suas carreiras. Em uma das cenas iniciais, ele elogia o esforço de um aluno em um exercício. Enfatiza a sua “presença”. Fascinado, um jovem pergunta: “E o que é ‘presença’? É algo que pode ser alcançado pelo aperfeiçoamento da técnica ou é uma virtude inata de poucos afortunados?” Refleti sobre essa questão quando vi Irandhir Santos no Pantanal.

Na primeira fase do romance de Bruno Luperi ele era Joventino. O personagem foi de imensa importância: ele foi o fundador de todo esse universo da trama. Ele inventou a fazenda, as regras de trabalho aplicáveis ​​e como tratar os animais e a terra. É o patriarca. Não foi à toa que ele se tornou o Velho do Rio, uma espécie de ser que paira acima de tudo. Assim, seu “presente” se imporia na história de qualquer maneira. No entanto, com a escalação de Irandhir no papel, ele se expandiu e ganhou peso e impulso.

A palavra “presença” em si pode ser usada amplamente aqui, com seus outros significados possíveis. Porque o que você viu em suas cenas como Joventino foi absolutamente convincente. E essa atitude talvez responda à pergunta feita pelo aluno do filme, que mencionei no início deste texto. A “presença” de um ator não é o mesmo que se convencionou chamar de “estrela” (resp. qualidade de estrela). Trata-se de se dedicar completamente a esse papel. Além de ser muito trabalhador, Irandhir obviamente tem imenso talento. E ainda tem uma estrela que é, sim, algo subjetiva e mais associada à sorte.

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O risco de voltar ao ar após uma participação tão notável no mesmo ato era grande. Como evitar comparações? Como atender às altas expectativas do público? Basta assistir suas cenas como José Lucas, neto de Joventino, para ver que tudo isso já aconteceu. O menino parece um vilão. Ele irrita Jove (Jesuíta Barbosa), seu irmão, de quem tentará roubar sua namorada Juma (Alanis Guillen). A história de Bruno Luperi assume assim o caráter de uma tragédia grega. Ao conviver com os demais trabalhadores da fazenda, Irandhir mostra que domina maneirismos, expressões faciais e gestos. O elenco brilhou, mas muitas vezes ele parece dirigir os colegas com quem trabalha e dar o tom de tudo. Isso é “presença”.

A produção da Globo cativa com seu enredo envolvente, direção competente (de Rogério Gomes e agora Gustavo Fernandez), bela fotografia e trilha sonora envolvente. E o trabalho do elenco como um todo merece elogios. Não por acaso, o público continuou aumentando, e o público se apaixonou pela novela.

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