Oficiais da ativa atacam Supremo, Lula e Alckmin nas redes

Postado em 22/11/2022 08:31

    (Crédito: Victor Correia/CB/DA.Press)


(Crédito: Victor Correia/CB/DA.Press)

Os comandantes das Forças Armadas falaram não só dos protestos contra a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), das urnas eletrônicas e das decisões judiciais que bloquearam perfis de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) das redes sociais. que questionou o resultado das eleições. Outros militares da ativa criaram ou compartilharam publicações partidárias nas mídias sociais.

Um dos mais atuantes é o coronel Alberto Ono Horita, que comandou o 20º Batalhão Logístico de Pára-quedistas do Exército, foi adido militar nos Emirados Árabes Unidos e hoje dirige o Colégio Militar de Curitiba. Em 2019, o general Edson Leal Pujol emitiu uma portaria disciplinando o uso das redes sociais. Desde então, a conta do coronel no Twitter teve pouquíssimas postagens. Isso mudou em 17 de setembro.

Uma mensagem compartilhada surgiu naquele dia na conta, agora conhecida como Patriota_PQD (abreviação de paraquedista), sobre um bolsonarista sendo plantado em uma manifestação do “Nove”. Nine é uma referência a Lula, que teve um dedo amputado como torneiro em uma prensa.

Treze publicações de cunho partidário seguiram até o dia 30 de outubro, quando o relato do Coronel registrou o desabafo: “Vergonha! Prevalece a mentira! O crime compensa! Aqui é o Brasil!” No dia seguinte à derrota de Bolsonaro, o coronel retuitou uma publicação com uma foto do presidente: “Jair Bolsonaro é um líder espetacular, não importa o que aconteça, devemos respeitá-lo por salvar nosso patriotismo e nos dar uma chance de lutar. Obrigado, capitão”.

Mais 39 publicações do partido seguiram nos dias que se seguiram. Em uma delas, o presidente eleito e futuro comandante-em-chefe das Forças Armadas é descrito como um “ladrão”. Ainda há denúncias sem provas de fraude eleitoral e crimes contra ministros do Tribunal de Justiça Federal.

Contra Alexandre de Moraes, a conta do coronel, compartilhando um vídeo sobre as urnas, disse: “Que beleza, Xandão! Você fez de tudo para sentar seu amigo Chuchu!!!!” Xandão é um aceno para Moraes e Chuchu, para o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin.

generais

O perfil do coronel não foi o único no Exército que Moraes publicou em publicações críticas. Um comandante de divisão do exército retuitou um artigo para explicar a “censura que o Brasil vive”. Era 24 de outubro. Outro general de divisão, subchefe de uma estrutura militar em Brasília, fez o mesmo quando circulou uma publicação sobre “censura” na Rádio Jovem Pan. Era 20 de outubro.

São casos menos intensos que o do Coronel. O TSE apagou contas de políticos bolsonaristas por espalharem notícias falsas contra as pesquisas e reprimiu a Jovem Pan com multas de comentaristas. Um perfil de um terceiro major-general, um engenheiro militar, compartilhou mensagens de solidariedade pelo rádio. Porém, em uma delas ele cita o PT: “Um bom teste para todos os comentadores compartilharem essa foto. Quem se recusa veste mais a camisa do PT do que a do JP”. Lançado em 19 de outubro.

O estao procurou o coronel mas não conseguiu localizá-lo até a publicação deste texto. A reportagem também procurou o exército, mas a ordem não se concretizou.

A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

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