Posto de concessionária em rodovia bloqueada por protesto em MT é incendiado

Postado em 20/11/2022 17:39

    (Crédito: Reprodução)


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Um grupo armado atacou e incendiou uma base da concessionária Rota do Oeste na BR-163 entre Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, no Mato Grosso, na noite deste sábado, 19. Ninguém ficou ferido. Um caminhão guincho e uma ambulância da concessionária que administra a rodovia foram incendiados e houve disparos contra a base do Sistema de Atendimento ao Usuário (SAU). O trecho da rodovia foi bloqueado por manifestantes bolsonaristas, mas não há confirmação de que os manifestantes estariam por trás do ataque.

Peritos da Polícia Federal chegaram ao local do crime na manhã deste domingo, 20. As investigações estão sendo realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), segundo apuração da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde. As forças de segurança do Mato Grosso divulgaram um vídeo de câmera de monitoramento que mostra o momento do ataque. O grupo sai de duas caminhonetes e incendeia a ambulância e o guincho com coquetéis molotov. Pelo menos nove pessoas aparecem nas imagens, então além dos artefatos de fogo também há armas de fogo.

Outro vídeo que circula nas redes sociais mostra funcionários da concessionária em pânico após o ataque. Um deles afirma que os agressores vieram “atirando” e ordenaram que os trabalhadores saíssem. Outro funcionário afirma que o grupo “quebrou tudo”, jogou gasolina na base e ateou fogo na estrutura. No mesmo vídeo, um dos funcionários afirma que os incendiários se dirigiam para outra base de concessão em Nova Mutum, mas não houve registro de um segundo ataque.

Estradas fechadas com ainda mais violência

Dois dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) bloquear as contas do ministro Alexandre de Moraes e confiscar bens de pessoas suspeitas de organizar e financiar atos antidemocráticos, manifestantes voltaram a bloquear rodovias em Mato Grosso. Segundo a PRF, são 21 pontos de lockdown na tarde deste domingo. Houve convocações para protestos em grupos de WhatsApp.

Dos 43 suspeitos identificados como financiadores de protestos, 34 são do Mato Grosso, a maioria ligada aos setores de transporte e agronegócio. Os financiadores identificados são das cidades de Sorriso (21 suspeitos), Água Boa (4), Cuiabá (2), Nova Mutum (2), Tapurah (2), Campo Novo do Parecis (1) e Guarantã do Norte (1). ).

Nesta segunda onda de protestos, a inteligência policial indica o uso de táticas mais violentas, como uso de armas de fogo, apedrejamento e queima de veículos. Em chamadas para manifestações em grupos de WhatsApp, os participantes prometem intimidar quem tentar “quebrar os bloqueios”. Além das armas, o “modus operandi” dos bloqueios devolvidos também se tornou mais complexo, segundo a Polícia Militar. Além de queimar pneus e usar pedaços de madeira e galhos para bloquear estradas, os manifestantes agora usam óleo, pregos e areia para obstruir o trânsito.

Na sexta-feira, manifestantes bolsonaristas atearam fogo a um carro durante bloqueio em outro trecho da mesma rodovia em Dourados, no Mato Grosso do Sul. O grupo ateou fogo a uma barricada de pneus quando o carro passou. O motorista conseguiu sair ileso do veículo em chamas.

Neste domingo, dia 20, a PF e a PRF abriram uma operação sobre os bloqueios no Mato Grosso do Sul. A polícia cumpre três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva na chamada ação de destrancamento. Os despachos foram expedidos pela Justiça Federal de Dourados (MS).

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