Queiroga discorda de Bolsonaro sobre fim da pandemia e se reúne com Fux

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se reuniu nesta quinta-feira, 17, com o presidente do Tribunal de Justiça Federal (STF), Luiz Fux, na sede do Tribunal para tratar da mudança na emergência sanitária causada pela pandemia de Covid-19 em o país.

Ao contrário do que explicou o presidente Jair Bolsonaro (PL), Queiroga disse que a medida não se trata de mudar o status de pandemia para endêmica quando se passa a conviver com o vírus. A reunião durou cerca de 30 minutos e contou com a presença do procurador-geral do sindicato, Bruno Bianco Leal.

Segundo interlocutores dos ministros, Queiroga visitou Fux para evitar ruídos com o judiciário e para dizer que o Ministério da Saúde pretende dar continuidade ao plano de reconhecimento da endemia. O executivo não quer fazer a mudança “abruptamente”, por isso tem se reunido com chefes de poder e também focado em evitar retaliação de parlamentares e derrota no STF caso a medida seja legalizada.

Nesta quarta-feira, dia 16, em entrevista à TV Ponta Negra, Bolsonaro disse que Queiroga decretaria o “fim da pandemia” no início de abril. Conforme revelado pelo ministro, o governo pretende baixar a classificação de pandemia, mesmo sem a aprovação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que não emitiu nenhuma norma nesse sentido. Apesar da repressão à maior agência de saúde do mundo, o chefe da saúde disse em entrevista à Suprema Corte que o ministério estava seguindo recomendações de reguladores internacionais.

“Hoje temos um cenário de desaceleração da Covid na maior parte do país e em alguns estados e municípios já caminhando para uma situação de controle. Nesse contexto, discutimos a duração de uma emergência de saúde pública de importância nacional. As pessoas às vezes confundem com transformação pandêmica e endêmica. Isso não é prerrogativa do ministro, o que eu faço de acordo com a lei é definir a duração da emergência de acordo com o regulamento sanitário internacional”, disse ele na passagem do STF.

como mostrou o Estao, especialistas apontam que além do aspecto prático, que pode variar de acordo com o problema regional, há um efeito simbólico na diminuição do status da doença. Enquanto o Brasil debate a redução do nível da crise sanitária, a Ásia vive uma nova onda de mortes e infecções causadas pela Covid.




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