STF anula forma como estados aplicam alíquota uniforme de ICMS ao diesel

O ministro do Tribunal de Justiça Federal (STF) André Mendonça deferiu o pedido da Advocacia Geral da União (AGU) e suspendeu a forma como os estados aplicavam a alíquota uniforme do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) óleo, diesel.

Em março, uma lei aprovada pelo Congresso Nacional e aprovada por Bolsonaro estipulou que deveria haver uma alíquota uniforme de ICMS para o diesel em todo o Brasil.

Os ministros da Fazenda estaduais estabeleceram um valor único de ICMS a ser cobrado sobre o preço final do combustível, mas permitiram descontos que, na prática, permitiam a cada estado manter a mesma alíquota aplicada anteriormente. O valor apurado na época foi de R$ 1,006 por litro de óleo diesel S10, o mais utilizado em todo o país.

“Entendo pela proximidade do novo modelo configurado, considerando que a complexidade e relevância do assunto justifica a urgência, portanto, a partir de tal decisão, passa-se de imediato a construir uma solução eficaz, durável e consistente com os parâmetros constitucionais. governando o assunto”, escreveu o ministro na decisão.

Ele deu cinco dias para Câmara, Senado e Conselho Nacional de Política Fiscal (Confaz) se manifestarem sobre o assunto. Depois disso, o Ministério Público (PGR) e a AGU têm prazo semelhante.

O pedido de liminar, que foi feito por Acusação Constitucional Direta (ADI), foi protocolado na noite desta quinta-feira, 12. Pouco antes, o presidente Jair Bolsonaro disse durante transmissão ao vivo nas redes sociais que recorreria ao Judiciário para julgar forçar a Petrobras a baixar os preços dos combustíveis. No entanto, ele reconheceu que as chances de uma decisão favorável são pequenas e lamentou a interferência judicial nas medidas para lidar com o aumento da inflação.

De acordo com a medida apresentada ao STF pelo governo, há “uma prática contínua de tarifas assimétricas” que, segundo a AGU, “impõe um ônus significativo aos contribuintes que já são severamente impactados pelas drásticas oscilações dos preços dos combustíveis no atual ciclo econômico”.

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“A padronização das tarifas é outra medida fundamental para tornar os combustíveis menos suscetíveis às oscilações econômicas, para melhorar a transparência e a previsibilidade dos preços desses insumos”, diz a AGU ao pedir liminar para suspender as cláusulas do acordo firmado pelos Estados pede o desconto permitido sobre a tarifa máxima.

No dia 10, entrou em vigor o último reajuste do preço do diesel. O preço pago pelos comerciantes foi de 8,9% e o valor médio do litro passou de R$ 4,51 para R$ 4,91.

Em meio à crise provocada pelos sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis, Bolsonaro trocou de presidente da Petrobras e ministro de Minas e Energia.



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