Vibra Energia gera R$ 2,5 bilhões de lucro e caminha para a transição energética

Hoje comentamos os resultados do quarto trimestre de 2021 da distribuidora Vibra Energia, antiga BR Distribuidora, após um ano desafiador marcado por mudanças no modelo de negócios da empresa.

Segue um comentário de Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe e sócio fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento, sobre o assunto. Todos os dias, a Bevilacqua traz notícias e análises de empresas listadas para ajudá-lo a tomar as melhores decisões de investimento. Este conteúdo é acessível aos assinantes UOL. O UOL tem uma área exclusiva para todos que querem investir seu dinheiro com segurança e se beneficiar mais do que apenas economizar. Conheça!

Vibra Energia encerra 2021 com lucro de R$ 2,5 bilhões

energia vibratória (VBBR3) anunciou seus resultados do quarto trimestre de 2021 na terça-feira, encerrando um ano desafiador de bilhões em lucros e um progresso significativo em direção ao seu objetivo de se tornar um verdadeiro “grupo”, Focando em soluções de energia, não apenas na distribuição de combustível.

O lucro líquido da empresa no trimestre foi de R$ 39,3 bilhões, 10% superior ao trimestre imediatamente anterior e 61,6% superior ao quarto trimestre de 2020. O bom desempenho na linha de receita deve-se principalmente ao aumento dos preços dos combustíveis atribuído ao período.

O lucro bruto do trimestre totalizou R$ 2,2 bilhões, volume 42,1% superior ao do ano anterior. A margem bruta, por outro lado, caiu de 6,3% no quarto trimestre de 2020 para 5,5% no último trimestre do ano passado.

Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) totalizou R$ 1,6 bilhão no trimestre, queda de 1,1% em relação ao ano anterior, apesar do aumento das vendas.

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Por fim, devido a eventos extraordinários e pontuais, o lucro líquido caiu de R$ 3,1 bilhões no quarto trimestre de 2020 para R$ 1 bilhão no trimestre encerrado em dezembro passado.

A queda no lucro líquido deve-se à forte base de comparação com o quarto trimestre de 2020, quando houve contribuição do primeiro melhoria de passivos decorrentes da mudança de planos de saúde da empresa, que aumentou o lucro da empresa em R$ 2,1 bilhões no período.

As necessidades de capital de giro também aumentaram durante o trimestre, apesar dos aumentos no preço do combustível que aumentam a receita no curto prazo. Além disso, a defasagem dos preços dos combustíveis nas refinarias brasileiras em relação ao mercado internacional também contribuiu para a queda das margens da Vibra no período. Para garantir o abastecimento de seus clientes, a Vibra afirmou que importava seus produtos.

Vemos muito a empresa para o futuro bem posicionado e pronto para se beneficiar da transição energética para uma economia de baixo carbono.

Desde 2020, a Vibra caminha para uma conquista na comercialização, distribuição integral no segmento de energia de forma mais ampla, abrangendo novos combustíveis e fontes de energia (etanol, biogás, GNL). Como exemplos desse movimento temos a compra de Targusuma troca de energia e oempreendimento int (joint venture) com a açúcar de cobree se tornou a maior comercializadora de etanol do Brasil e uma das maiores do mundo.

Portanto, esperamos um impacto ligeiramente positivo nas ações da companhia no curto prazo.

As ações da Vibra (VBBR3) fecharam nesta quarta-feira com alta de 0,04%, negociadas a R$ 24,07.

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